Com a retomada oficial dos trabalhos do Congresso Nacional para 2026, o cientista político Rodrigo Lopes avalia que o calendário legislativo será impactado por um ano atípico. Eleições, Copa do Mundo e outras agendas devem reduzir o tempo efetivo de deliberação.
Para Lopes, esse cenário evidencia o quanto o país precisa enfrentar o debate sobre o próprio funcionamento institucional. “É muito importante a gente começar a lutar e reivindicar uma reforma administrativa no Brasil. Não dá mais para a gente ter a cada dois anos uma situação eleitoral como essa e ficar com o trabalho do Congresso minguado por causa de tantas agendas sobrepostas”, afirmou.
Entre as pautas prioritárias do primeiro semestre, o cientista destaca a PEC da Segurança Pública, reacendida após episódios de violência de grande repercussão no Rio de Janeiro. Para ele, o tema deve dividir opiniões entre propostas de reforço ostensivo das forças de segurança e estratégias de combate financeiro ao crime organizado.
Outro ponto abordado é o acordo entre União Europeia e Mercosul, que, na avaliação dele, tende a enfrentar menos resistência por reunir interesses do agronegócio e do governo do presidente Lula.
Já a proposta de revisão da escala de trabalho 6 por 1 deve provocar embates mais intensos. “Eu pessoalmente defendo o fim dessa escala 6 por 1, por diversos motivos, mas vai ser uma discussão bastante acirrada no Congresso”, declarou.
O analista também pondera que o avanço das matérias dependerá da capacidade de organização dos parlamentares em meio ao calendário eleitoral. “Muito antes de outubro, o país já para. A política já para, porque cada deputado precisa voltar para a sua base e iniciar as campanhas”, concluiu.
ANÁLISE | Com a retomada oficial dos trabalhos do Congresso Nacional para 2026, o cientista político Rodrigo Lopes avalia que o calendário legislativo será impactado por um ano atípico. Eleições, Copa do Mundo e outras agendas devem reduzir o tempo efetivo de deliberação.
— 98 News Oficial (@98newsoficial) February 23, 2026
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