Uma pesquisa da Universidade Witten/Herdecke, na Alemanha, publicada no Journal of Epidemiology and Community Health, revelou que o estrelato reduz a longevidade de artistas musicais. O estudo comparou a trajetória de 648 músicos e constatou que a fama atua como um fator de risco à saúde comparável ao tabagismo ocasional.
Metodologia e perfil dos artistas analisados
Os pesquisadores selecionaram 324 cantores famosos em atividade entre 1950 e 1990. Este grupo foi comparado a outros 324 artistas com menor notoriedade, pareados por critérios como sexo, etnia, nacionalidade e gênero musical. A amostra apresentou as seguintes características:
Gênero: 83,5% dos participantes eram homens.
Estilo musical: 65% dos artistas atuavam no rock.
Expectativa de vida: Estrelas viveram, em média, até os 75 anos, enquanto os menos famosos atingiram os 79 anos.
Impacto da carreira solo e proteção em bandas
Os dados indicam que o formato de trabalho influencia a probabilidade de óbito precoce. Músicos que integram bandas possuem um risco de morte 26% menor em comparação aos artistas que seguem carreira solo.
Mesmo com essa variável, o levantamento concluiu que cantores de grande sucesso têm 33% mais chances de morrer jovens do que seus pares anônimos. Os autores sugerem que a fama altera significativamente os riscos biológicos e sociais dos indivíduos.
Evolução do cenário na era digital
O estudo concentrou-se em profissionais que atuaram até o ano de 1990, período anterior à popularização das redes sociais. Especialistas alertam que a exposição digital constante e a pressão por engajamento podem agravar o impacto da fama na saúde mental e física das novas gerações de músicos.
