Subiu para oito o número de mortes confirmadas após o desabamento de um prédio no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte, na madrugada desta quinta-feira (5/3). A atualização foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais durante os trabalhos de resgate no local.
Segundo as equipes de emergência, oito pessoas foram resgatadas com vida e encaminhadas principalmente para o Hospital Odilon Behrens para atendimento médico. Outras oito pessoas foram encontradas em óbito durante as operações. Os bombeiros informaram ainda que quatro pessoas seguem desaparecidas.
Bombeiros detalham buscas por vítimas
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcelos, explicou que as equipes continuam concentrando as buscas no pavimento onde funcionava um lar de idosos. “Nós tivemos, na última hora, a identificação, localização e retirada de mais duas vítimas idosas, infelizmente em óbito. Esses óbitos foram constatados pelos médicos presentes na cena”, afirmou.
Segundo ele, os trabalhos seguem para localizar outras vítimas que ainda podem estar sob os escombros.
“Neste momento estamos buscando mais quatro vítimas que ainda não foram localizadas. Somente nesse pavimento havia 23 idosos distribuídos em seis suítes. Dessas seis suítes, duas foram especialmente atingidas pelo colapso.”
De acordo com o levantamento apresentado pelos bombeiros, parte dos moradores conseguiu deixar o local antes do desabamento completo. “Do total de 23 idosos, 12 conseguiram sair com vida. Temos sete retirados sem vida e seguimos nas buscas por mais quatro pessoas”, disse o tenente.
Operação de resgate exige cautela
Os trabalhos de busca exigem progressão cuidadosa entre os escombros para evitar novos riscos.
“A progressão no terreno precisa ser extremamente cuidadosa. Estamos no pavimento com maior probabilidade de localização das vítimas e qualquer movimentação inadequada pode pressionar pontos onde ainda pode haver pessoas”, explicou Barcelos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação continuará durante toda a madrugada. “O compromisso com a comunidade é vistoriar toda essa área. Conseguimos apoio da prefeitura para iluminação do local e o trabalho seguirá de forma ininterrupta.”
Defesa Civil monitora imóveis vizinhos
Equipes da Defesa Civil de Belo Horizonte também permanecem no local avaliando as condições das construções próximas ao prédio que desabou.
O subsecretário de Proteção e Defesa Civil da capital, Menezes Alves, afirmou que o entorno segue sendo monitorado.
“Continuamos no local reavaliando o entorno. O status permanece inalterado em relação às casas vizinhas, principalmente após a derrubada do muro divisório com os imóveis ao fundo, o que aumentou a segurança para as equipes de resgate.”
Segundo ele, a Defesa Civil continuará no local durante toda a operação.
“Continuaremos aqui durante toda a noite para apoiar a missão do Corpo de Bombeiros. A prefeitura está dando apoio incondicional no que for necessário.”
Investigação apura causa do desabamento
As causas do desabamento ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais.
De acordo com a Defesa Civil, as características do local indicam que a tragédia não está associada a fatores climáticos ou geológicos.
“Pelas características do local, não associamos o desabamento a chuva ou risco geológico. Não houve movimentação de encosta ou deslocamento de massa. Por isso, a hipótese inicial aponta para risco construtivo”, explicou Menezes Alves.
Ele acrescentou que ainda é cedo para apontar uma causa definitiva.
“Esse risco construtivo pode estar relacionado a falha na construção ou a alguma intervenção humana. Mas a causa ainda não foi confirmada. A Polícia Civil abriu inquérito e os peritos seguem trabalhando no local.”
Imóveis próximos isolados preventivamente
Segundo a Defesa Civil, imóveis localizados nos fundos do prédio foram isolados por precaução.
“Os imóveis ao fundo foram isolados preventivamente, principalmente após a derrubada do muro. Mas as moradias não apresentam risco estrutural neste momento. Não houve famílias desalojadas ou desabrigadas”, informou o subsecretário.
Enquanto as buscas continuam, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e de assistência social seguem no local prestando apoio às vítimas e familiares.
