Minas Gerais encerrou o quarto trimestre de 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. O índice ficou em 3,8%, abaixo dos 4,1% registrados no trimestre anterior e dos 4,3% do mesmo período de 2024.
No acumulado de todo o ano de 2025, a taxa média de desemprego no estado foi de 4,6%, queda em relação aos 5% registrados em 2024. O resultado também coloca Minas abaixo da média nacional, que terminou o período em 5,6%.
Segundo o governo estadual, o desempenho ocorre em meio a um ciclo de crescimento econômico e geração de empregos. Desde 2019, o estado criou mais de 1 milhão de postos de trabalho, sendo 78.269 vagas formais apenas em 2025.
“Desde o início da minha gestão, repito que o melhor programa social que existe é a geração de emprego e renda. Esse resultado histórico é fruto do compromisso do Governo de Minas com a responsabilidade fiscal, a desburocratização para agilizar investimentos e um ambiente de negócios cada vez mais favorável ao empreendedor”, afirma o governador Romeu Zema.
Ainda de acordo com o governador, quando o Estado cria um ambiente favorável para a economia, os benefícios se espalham por toda a sociedade. “Quando o Estado funciona bem, gerando mais oportunidades e possibilidades para todos crescerem, todo mundo sai ganhando”, diz.
O vice-governador Mateus Simões também atribui os números à política de atração de investimentos e estímulo a novos negócios no estado. “Atingir 1 milhão de empregos gerados e o menor desemprego da história de Minas Gerais não é coincidência, é o fruto de uma gestão coerente, que atraiu investimentos e abriu espaço para novos negócios, trabalhando sempre para melhorar a vida dos mineiros em todas as regiões do estado”, afirma.
Economia diversa
Segundo ele, a diversidade da economia mineira também contribui para os resultados. “Não à toa, a economia mineira, hoje, é altamente diversificada, gerando oportunidades no campo, na indústria, nas áreas de tecnologia e em tantos setores fundamentais para o nosso estado”, completa.
Em 2025, o nível de ocupação em Minas atingiu 61,1% da população em idade ativa. Em números absolutos, o estado tem atualmente cerca de 10,84 milhões de pessoas empregadas.
O governo estadual também atribui parte do resultado a programas de qualificação profissional. Entre eles estão o Trilhas de Futuro, da Secretaria de Estado de Educação, que já formou mais de 100 mil profissionais, e o Minas Forma, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, que prevê 15 mil vagas em cursos gratuitos, com investimento superior a R$ 30 milhões.
A secretária de Desenvolvimento Social, Alê Portela, afirma que a formação profissional é fundamental para que as vagas sejam preenchidas. “Não basta criar a vaga, é preciso preparar o mineiro para ocupá-la. Com o Minas Forma, estamos levando qualificação técnica para quem mais precisa, garantindo que o crescimento econômico se transforme em dignidade e autonomia financeira para as famílias em vulnerabilidade”, afirma.
Outro fator apontado pelo governo é o volume de investimentos privados atraídos para o estado. Desde 2019, Minas recebeu mais de R$ 475 bilhões em aportes, com média anual de cerca de R$ 80 bilhões — valor sete vezes maior que a média registrada entre 1998 e 2018.
O ambiente de negócios também teria impulsionado a abertura de empresas. Em 2025, foram registradas 114.033 novas companhias em Minas Gerais, um aumento de 116% em relação a 2019.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, parte desse resultado vem do programa Minas Livre para Crescer, que incentiva a simplificação regulatória nos municípios.
“Chegar a 600 municípios com regulamentação própria é um símbolo de confiança no empreendedor. Esse ambiente estimula novos negócios, atrai essa marca significativa de investimentos e, na ponta final, gera o emprego e a renda que vemos nos dados do IBGE”, afirma.