O número de consumidores inadimplentes em Belo Horizonte cresceu 6,02% em fevereiro de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte com base em dados do SPC Brasil.
Apesar da alta, o avanço foi menor que o registrado no país (10,22%) e na região Sudeste (9,80%). Segundo o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o resultado indica que o nível de endividamento das famílias da capital segue relativamente controlado.
Crescimento mensal é estável
Na comparação entre janeiro e fevereiro, a inadimplência subiu 0,44% em Belo Horizonte, praticamente em linha com o Sudeste (0,43%). O dado aponta estabilidade na capacidade de pagamento das famílias.
Perfil dos inadimplentes
A maior parte dos inadimplentes está na faixa etária de 50 a 64 anos, que representa 23,99% do total.
A distribuição por sexo é equilibrada:
- 51,68% mulheres
- 48,32% homens
Maioria das dívidas é de baixo valor
O valor médio devido por consumidor é de R$ 5.750,31.
Apesar disso, grande parte das pendências está em faixas menores:
- 28,52% devem até R$ 500
- 39,79% devem até R$ 1.000
Segundo a CDL/BH, esse perfil aumenta a chance de renegociação e regularização das dívidas.
Total de dívidas também cresce
O volume de dívidas em atraso aumentou 12,7% em relação a fevereiro de 2025, mas também ficou abaixo da média nacional (17,76%) e do Sudeste (18,02%). Cada consumidor inadimplente em Belo Horizonte tem, em média, 2,3 dívidas. O setor bancário concentra a maior parte das pendências, com 66,94% do total.
Cenário aponta recuperação
Apesar da alta, os indicadores mostram um cenário mais equilibrado na capital mineira em comparação com outras regiões do país.
A avaliação é que o crescimento moderado e o valor mais baixo das dívidas podem favorecer a renegociação e a recuperação do crédito nos próximos meses.
