O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), oficializa a sua renúncia ao cargo neste domingo (22/3), repassando o comando definitivo do Estado para o seu vice, Mateus Simões (PSD). O comunicado sobre o afastamento foi entregue por Zema à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na última quarta-feira (18/3), cumprindo o rito legal para a transição do mandato no Executivo estadual.
A cerimônia de posse de Simões está marcada para às 10h, na sede do Legislativo mineiro. O responsável por conduzir a solenidade será o presidente da Casa, deputado estadual Tadeu Leite (MDB). O evento deve reunir senadores, ex-governadores e outras autoridades políticas, com a previsão de um primeiro discurso do novo governador. Logo após o ato na ALMG, a comitiva seguirá para o Palácio da Liberdade, onde Zema fará a transmissão oficial do cargo.
Nascido em Gurupi, no Tocantins, Mateus Simões tem 45 anos e uma trajetória consolidada no cenário político e jurídico de Minas Gerais. Formado em direito, ele é procurador licenciado da Assembleia Legislativa e já atuou como professor universitário. O vice-governador ocupou a cadeira de vereador em Belo Horizonte pelo partido Novo, entre 2016 e 2020. Na gestão de Zema, atuou como secretário-geral e vinha exercendo um papel estratégico na articulação do governo.
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Articulações para o cenário nacional
A saída antecipada de Zema do Governo de Minas mira diretamente a disputa eleitoral de outubro, já que ele figura como pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo. O mineiro, no entanto, também é cobiçado para compor chapa ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato a vice-presidente. O chefe do Executivo estadual, no entanto, já revelou ter recusado formalmente o convite do filho do ex-presidente, Jair Bolsonaro.
Já no cenário de Minas Gerais, Simões representa, portanto, a continuidade do trabalho iniciado por Zema no estado. Apesar da identificação do vice-governador com o espectro da direita, ele pode enfrentar a concorrência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que também desponta como possível candidato ao governo.
