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Lula faz duro discurso na Colômbia e diz estar indignado com passividade da ONU sobre guerras

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(Foto: Ricardo Stuckert/PR).

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez um duro discurso neste sábado (21/3), em defesa dos países latino-americanos e africanos, e contra as grandes potências mundiais. Disse estar “indignado com a passividade dos membros do Conselho de Segurança” da Organizações das Nações (ONU) por não serem capazes de acabar com as guerras.

Lula participou do Fórum Celac-África neste sábado, em Bogotá. Fez boa parte do discurso lido. Em determinado momento, porém, passou a improvisar e a falar de forma natural. Demonstrou irritação em diversos momentos e chegou a bater na mesa algumas vezes.

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“O que estamos assistindo no mundo da falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz (nesse momento, Lula bateu na mesa). E são eles que estão fazendo as guerras! E quando é que vamos tomar atitudes para não permitir que países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis?”, questionou o presidente brasileiro.

E afirmou: “Estou indignado com a passividade dos membros de segurança que não foram capazes de resolver o problema na Faixa de Gaza, no Iraque, na Líbia, na Ucrânia, no Irã. Ou seja, tudo se resolve por guerra? Quem tem mais canhão se acha dono do mundo?”

Lula também falou sobre a exploração de minerais críticos no mundo e a importância de os países em desenvolvimento usarem suas reservas minerais para o seu desenvolvimento econômico. Criticou grandes potências e disse que “eles querem ser donos dos minerais críticos e terras raras que temos”.

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“Depois de levarem tudo o que a gente tinha, agora eles querem ser donos dos minerais críticos e terras raras que temos. É a chance da Bolívia, da África, da América Latina não aceitar ser apenas exportador (bate na mesa) de minerais para eles. Quem quiser, se instale no País, para que a gente tenha a chance de desenvolver nossos países”, afirmou o presidente.

Lula continuou, ainda demonstrando indignação: “Eu não poderia ter faltado a essa reunião. Cheguei aqui às 2h para essa reunião É preciso que a gente levante a cabeça, não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático? Em que artigo da carta da ONU está dito que um presidente de um país pode invadir o outro? Nem da Bíblia”.

Lula afirmou que os países africanos e latino-americanos “possuem importantes reservas de minerais críticos que desempenham papel estratégico na transição para economia de baixo carbono” e que a “cooperação entre os países detentores desses recursos minerais será vital para conseguir agregar valor em nossos próprios territórios e evitar investidas neoextrativistas”.

O presidente disse, ainda, estar “extremamente preocupado com o que está acontecendo no mundo de hoje” e que esta é a “maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial”. Afirmou que “as guerras na Ucrânia, em Gaza, no Irã e em tantos outros conflitos nos afastam do caminho do desenvolvimento e geram efeitos econômicos, sociais e políticos no mundo todo” e “aumentam o preço da energia e dos alimentos”.

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O petista defendeu, também, que os países latino-americanos e africanos não fiquem “para trás no aproveitamento dos benefícios que Inteligência Artificial pode gerar em matéria de agricultura, saúde, educação e segurança”. Ao mesmo tempo, afirmou que a “regulação do mundo virtual não é mecanismo de controle, mas um instrumento de inclusão e proteção das pessoas, para enfrentar discursos de ódio, pornografia infantil”.

Segundo o presidente brasileiro, a “União Africana é fonte de inspiração para a integração na nossa região e demonstra que é possível apostar na institucionalidade regional mesmo diante da adversidade de projetos políticos nacionais”.

“Apesar de ter implementado diversas políticas públicas de igualdade racial, como as leis de cotas, o Brasil ainda está longe de pagar sua dívida com a áfrica por 350 anos de escravidão. Enfrentar unidos a herança colonial é o melhor tributo que podemos prestar à nossa história compartilhada”, afirmou Lula.

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