O novo governador de Minas Gerais, Mateus Simões, tomou posse neste domingo (22/3), com um discurso marcado pela defesa da interiorização da gestão e pela aproximação com prefeitos e lideranças regionais. O governador Romeu Zema não esteve na posse na ALMG para a transmissão oficial do cargo. Na semana passada, Zema enviou carta de renúncia à ALMG dizendo ter a sensação de “missão cumprida”. O agora ex-governador do Novo participa da solenidade de posse no Palácio da Liberdade.
Logo após a cerimônia, ele anunciou que pretende percorrer todas as regiões do estado nos próximos três meses, com a transferência simbólica da sede administrativa para o interior, estratégia que chamou de criação de “capitais transitórias”.
Simões afirmou que a principal diretriz do início de sua gestão será estar presente nas diferentes realidades de Minas, estado que classificou como “grande demais para ser compreendido à distância”. A partir do dia 26, ele pretende levar a estrutura do governo para cada uma das 16 regionais mineiras, acompanhando de perto demandas locais e anunciando novos projetos.
A proposta vai além de agendas institucionais. Segundo o governador, a ideia é transformar cada região visitada em centro administrativo temporário, permitindo contato direto com prefeitos, vereadores e a população. “Quero mais do que visitar. Quero transferir a capital para cada uma dessas regiões”, indicou.
O movimento ocorre em um momento que antecede o período eleitoral, e deve funcionar também como estratégia de consolidação política no interior, onde Simões reforçou ter construído sua trajetória. No discurso, ele destacou a relação próxima com prefeitos e afirmou que são eles que traduzem as demandas reais da população.
A agenda itinerante também servirá como vitrine para entregas do governo iniciadas na gestão anterior, além do anúncio de novos investimentos. O governador citou obras, programas de saúde e infraestrutura como parte das ações que pretende apresentar durante o giro pelo estado.
Aproximação com municípios
Simões enfatizou que pretende governar com base no diálogo com lideranças locais, defendendo que decisões públicas precisam considerar a realidade dos municípios. Ele afirmou que a experiência acumulada nos últimos anos permitiu compreender melhor as diferenças regionais e a complexidade do estado.
Nesse contexto, o governador reforçou que a presença física do governo nas cidades será essencial para acelerar soluções e reduzir entraves burocráticos, especialmente em áreas como saúde, infraestrutura e desenvolvimento regional.
Prioridade: resultados concretos
Ao longo do discurso, Simões também sinalizou que pretende focar em ações práticas e na resolução de problemas cotidianos da população. Ele citou exemplos de situações enfrentadas por cidadãos do interior para defender um governo mais próximo e menos burocrático.
A proposta das “capitais transitórias” deve marcar os primeiros meses da nova gestão e servir como base para a construção de uma agenda política e administrativa voltada ao interior de Minas Gerais.
