No discurso de despedida do governo de Minas Gerais deste domingo no Palácio da Liberdade, Romeu Zema fez um balanço da gestão, agradeceu à população e adotou um tom político ao criticar o cenário nacional. Ao encerrar o mandato, ele afirmou que deixa o cargo com “consciência tranquila” e destacou a continuidade do projeto com a posse de Mateus Simões.
Zema também elogiou o sucessor e disse confiar na continuidade das ações iniciadas em sua gestão. “Tenho a convicção que ele é o líder capaz de levar o nosso projeto adiante”, declarou.
A parte mais contundente do discurso veio ao tratar da situação do país. Em tom crítico, o ex-governador atacou o que chamou de corrupção e problemas estruturais do governo federal. “O problema do Brasil não é falta de recursos, é sobra de ladrão”, afirmou, em uma das falas mais fortes da cerimônia.
Zema também disse que o país enfrenta dificuldades semelhantes às que, segundo ele, Minas vivia antes de sua gestão. “O Brasil está sendo destruído pelo mesmo sistema que destruiu Minas Gerais”, declarou.
Balanço
Ao relembrar os últimos anos, o ex-governador destacou medidas como o equilíbrio das contas públicas, o pagamento em dia de servidores e investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Ele citou a construção de hospitais regionais, a ampliação de postos de saúde e obras como a expansão do metrô de Belo Horizonte.
Zema também relembrou desafios enfrentados durante o mandato, como a tragédia de Brumadinho, e afirmou que o estado conseguiu se reerguer. “Juntos colocamos Minas de pé novamente”, disse.
