O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), transmitiu oficialmente o cargo ao seu vice, Mateus Simões (PSD), no início da tarde deste domingo (22/3). A cerimônia de passagem de comando ocorreu em frente ao Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e foi marcada por um discurso em tom de campanha nacional, consolidando a saída de Zema do Executivo estadual para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano.
Durante o evento, Zema subiu o tom contra a atual gestão federal e fez duras críticas ao cenário político e econômico do país. “Ninguém aguenta mais a farra da corrupção. Ninguém aguenta mais a conta não fechar no fim do mês. O problema do Brasil não é falta de recursos, é sobra de ladrão”, disparou o ex-governador.
A fala também serviu para selar de vez seu projeto como cabeça de chapa na corrida pelo Palácio do Planalto. Destacando o trabalho feito em sua gestão, Zema reafirmou que devolveu o estado aos “mineiros de bem” e cravou o seu próximo objetivo político: “Foi por isso que nós começamos a mudar em Minas, e agora chegou a hora de mudar o Brasil todo”.
Foco na Presidência e recusa ao PL
A declaração e a movimentação deste domingo reforçam a recusa de Zema às recentes investidas do Partido Liberal. Nas últimas semanas, o ex-governador mineiro havia recebido convite oficial do PL para compor a chapa de Flávio Bolsonaro como candidato a vice-presidente, enquanto o filho do ex-presidente seria o nome principal.
Com a renúncia de Zema, o Governo de Minas Gerais passa a ser comandado em definitivo por Mateus Simões. O novo governador, que já havia tomado posse oficialmente durante a manhã na Assembleia Legislativa, assume a reta final do mandato. O novo chefe do Executivo estadual, entretanto, pretende seguir no cargo e assume que será candidato pelo posto no Palácio Tiradentes.
