Durante a CPMI do INSS nesta quinta-feira (26/3), os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) se desentenderam após pedido de investigação contra igrejas. O primeiro acusou o petista de perseguir as instituições religiosas, enquanto o mineiro ligou a Igreja Lagoinha, do Pastor Valadão, à um esquema de lavagem de dinheiro.
A fala do parlamentar é referente ao repasse de R$40,9 milhões do pastor e empresário Fabiano Zettel para a igreja de Belo Horizonte entre outubro de 2024 e janeiro deste ano. Zettel também é tido como operador financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Fica aqui o petista o tempo todo falando em igreja. Ele acha que atingindo uma não atinge as demais. É muito ruim. Vamos tratar sim dos problemas sérios”, disse Sóstenes Cavalcante para Rogério Correia. Na sequência, o presidente da CPMI Mista, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que encerraria a votação, mas o deputado de Minas Gerais respondeu ainda respondeu o colega: “Ninguém está atacando a igreja. Nós estamos impedindo uma lavagem de dinheiro. Quem defende lavagem de dinheiro, está defendendo bandidos. Evangélicos são pessoas de bem”, afirmou enquanto o parlamentar do Rio de Janeiro discordava falando no microfone ao mesmo tempo.
Viana ainda se irritou com o deputado federal Alencar Santana Braga (PT-SP), que afirmou que ele e Correia têm “o maior respeito por toda e qualquer entidade religiosa”. Em resposta, o presidente da CPMI disse que “não parece”, demonstrando insatisfação.
