O prazo para que agentes públicos deixassem seus cargos para disputar as eleições de outubro terminou nesse sábado (4/4). Com o fim do período da desincompatibilização, 11 governadores renunciaram às funções atuais para entrar na disputa por novos cargos.
Entre eles, Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas, que deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e indicou a intenção de concorrer ao Palácio do Planalto, embora ainda não tenha oficializado sua candidatura. Outro nome foi Ronaldo Caiado (PSD-GO), que confirmou sua pré-candidatura à Presidência da República na semana passada.
A maior parte dos governadores que deixaram o cargo pretende disputar uma vaga no Senado. É o caso de Gladson Cameli (PP-AC); Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES); Mauro Mendes (União-MT); Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR). Também nessa lista está Cláudio Castro, que deixou o comando do Rio de Janeiro para tentar uma cadeira no Senado, apesar de ter sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral até 2030. Ainda assim, Castro pretende concorrer sub judice.
Por outro lado, nove governadores decidiram permanecer nos cargos para tentar a reeleição, já que a legislação permite que ocupantes do Executivo disputem um segundo mandato sem necessidade de afastamento. São eles: Clécio Luís (União-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).
Além deles, sete governadores optaram por permanecer à frente de seus estados até o fim dos mandatos e não participar da disputa eleitoral deste ano. É o caso de Paulo Dantas (MDB-AL); Carlos Brandão (Sem partido-MA); Ratinho Junior (PSD-PR); Fátima Bezerra (PT-RN); Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).
