Os preços dos imóveis residenciais em Belo Horizonte registraram leve alta de 0,25% em março de 2026, segundo dados do Índice FipeZap. Apesar do avanço no mês, o mercado ainda acumula uma queda de 0,41% no ano.
De acordo com o levantamento, o valor médio do metro quadrado na capital mineira chegou a R$ 10.622 em março, refletindo um cenário de estabilidade no curto prazo, com pequenas oscilações nos preços.
Mesmo com o recuo no acumulado de 2026, o desempenho em um horizonte mais amplo segue positivo. Nos últimos 12 meses, os imóveis residenciais na cidade tiveram valorização de 7,76%, indicando que o mercado continua aquecido, ainda que com ajustes pontuais ao longo do ano.
O índice considera anúncios ativos de venda e, em março, contabilizou mais de 63 mil ofertas na cidade, o que demonstra um volume significativo de imóveis disponíveis e um mercado ainda dinâmico.
Bairros mais valorizados
| Bairro | Preço m² | Valorização (12 meses) |
|---|---|---|
| Savassi | R$ 18.182 | +8,0% |
| Lourdes | R$ 16.285 | +10,6% |
| Santo Agostinho | R$ 16.102 | +3,3% |
| Funcionários | R$ 14.766 | +5,4% |
| Santa Lúcia | R$ 13.121 | +4,7% |
* Outros bairros como Santo Antônio, Sion, Gutierrez, Serra e Buritis registraram altas entre 3,9% e 9,5%.
Perfil da cidade influencia preços
Os dados socioeconômicos ajudam a explicar o cenário. Belo Horizonte possui cerca de 2,3 milhões de habitantes e uma renda média domiciliar de R$ 8.258, segundo estimativas baseadas em dados do IBGE. A capital conta ainda com aproximadamente 890 mil domicílios, sendo 346 mil apartamentos, o que reforça a relevância do mercado verticalizado.
O levantamento também indica um volume de 63.026 anúncios ativos na cidade em março de 2026, mostrando um mercado aquecido e com boa oferta de imóveis.
