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Vereador chama prefeito de ‘mentiroso ou incompetente’ durante debate sobre prestação de contas de BH; veja resposta

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Igor Teixeira

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A apresentação da prestação de contas da Prefeitura de Belo Horizonte na Câmara Municipal, realizada nesta segunda-feira (6), foi marcada por um confronto verbal entre o vereador Pablo Almeida (PL) e o prefeito Álvaro Damião (União Brasil). O parlamentar questionou o atraso de obras municipais e chegou a perguntar se o chefe do Executivo seria “mentiroso ou incompetente” ao cobrar a entrega da revitalização da Praça do Papa.

O episódio aconteceu durante o momento destinado às perguntas dos vereadores, quando Pablo Almeida criticou diferentes áreas da administração municipal e afirmou que projetos anunciados pela prefeitura não foram concluídos dentro do prazo esperado.

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A fala ocorreu durante a rodada de perguntas dos parlamentares no plenário da Casa, quando o vereador apresentou críticas à gestão municipal e cobrou respostas sobre obras consideradas paradas, problemas no Anel Rodoviário e a situação da saúde pública da capital.

“O senhor anunciou no ano passado que teria a conclusão da Praça do Papa, mas agora, infelizmente, não tivemos essa conclusão. Queria saber se o senhor é mentiroso ou incompetente, porque não entregou essa obra que disse que entregaria”, afirmou Pablo Almeida.

O parlamentar também declarou que a cidade apresentada pela prefeitura estaria distante da realidade vivida pela população.

“A Belo Horizonte dos sonhos está muito distante da Belo Horizonte da realidade”, disse.

Críticas ao Anel Rodoviário e à saúde

Antes do questionamento direto ao prefeito, o vereador já havia endurecido o discurso ao abordar a situação do Anel Rodoviário. Segundo ele, promessas de melhorias não se concretizaram durante a atual gestão.

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“Nós temos um Anel Rodoviário que foi prometido na sua gestão que seria muito melhor do que aquilo que a gente tem hoje, mas a única medida efetiva que o senhor fez foi criar mais radares”, afirmou.

O parlamentar também criticou a manutenção da via e citou problemas como mato alto às margens do trecho.

“Hoje a gente não tem a capina do Anel Rodoviário. Isso é uma lástima, uma vergonha para BH”, completou.

Na área da saúde, Pablo Almeida afirmou que vereadores precisaram intervir para evitar agravamento da situação hospitalar no município.

“Nós, os vereadores, tivemos que salvar sua gestão enviando um cheque de R$ 72 milhões para salvar os hospitais filantrópicos, porque, se não, era um completo caos aqui nesse município”, declarou.

O que respondeu o Prefeito

Ao responder, Álvaro Damião evitou entrar em confronto direto com o vereador e afirmou que respeita críticas e opiniões, mas não discutiria ataques pessoais.

“Eu trabalhei com jornalismo minha vida toda. Minha vida foi pautada em opinião e crítica. Você tem sua opinião, e eu respeito. Não vou discutir com você”, rebateu.

O prefeito também questionou afirmações feitas pelo parlamentar e solicitou dados que comprovassem algumas críticas apresentadas durante o debate.

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A revitalização da Praça do Papa concentrou o momento mais tenso da sessão. Damião afirmou que não estabeleceu uma data específica para entrega da obra e explicou que atrasos podem ocorrer devido a etapas administrativas e contratuais.

Segundo ele, intervenções públicas dependem de processos legais que nem sempre permitem previsões exatas.

“Existe todo um processo. Tem licitação, a empresa ganha, às vezes a empresa quebra durante a execução e é preciso abrir um novo processo”, afirmou.

O prefeito acrescentou que a obra deve ser concluída ainda no primeiro semestre e convidou o vereador a visitar o espaço após a entrega.

Mais cedo, durante a apresentação inicial da prestação de contas, Damião já havia citado exigências técnicas e de preservação do patrimônio como fatores que impactaram o cronograma da revitalização.

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Sobre as críticas relacionadas à saúde municipal, o prefeito defendeu a atuação da prefeitura e afirmou que o investimento da capital ultrapassa o mínimo exigido por lei.

“Se fizéssemos só o que a lei manda, igual aos Governos Federal e Estadual fazem, seria um caos. Não conseguiríamos atender nem metade das pessoas que atendemos hoje”, disse.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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