Durante o Delta Fórum, realizado nesta quarta (8/4) em Belo Horizonte, o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, afirmou que o principal desafio do município é reduzir a dependência histórica da mineração e construir novas bases econômicas. Ele conversou sobre o futuro do município em entrevista para a 98 News.
Dependência da mineração preocupa
Segundo Cabido, o modelo atual limita o crescimento sustentável da cidade. “A mineração é como uma árvore frondosa, grande, potente, que não deixa nascer nada debaixo. É preciso criar condições para que outras atividades também cresçam”, afirmou.
Ele reforça que a atividade, apesar de relevante, é finita e exige planejamento de longo prazo. “É muito ruim para o município ficar excessivamente dependente de uma única atividade econômica. É necessário diversificar”, disse.
Projetos focam em turismo e tecnologia
Os projetos premiados no evento seguem justamente essa estratégia de diversificação. Um deles aposta no turismo religioso, com o posicionamento da cidade como “capital mineira da fé”. O outro foca em ciência, tecnologia e inovação como alternativas econômicas.
“Os projetos versam sobre diversificação econômica. Um na área do turismo e outro na área de inovação, como alternativa para um território ainda muito dependente da mineração”, explicou.
Turismo em alta
De acordo com o prefeito, a estratégia já apresenta resultados práticos, com aumento do fluxo de visitantes na cidade. “Batemos recordes de fluxo turístico. Esse posicionamento tem impactado fortemente o turismo em Congonhas”, afirmou.
O destaque é o Jubileu do Bom Jesus de Matosinhos, considerado uma das principais festas religiosas de Minas Gerais.
Desafio é pensar no longo prazo
Cabido também aponta que o maior obstáculo para os municípios é manter políticas públicas consistentes ao longo dos anos. “Não dá para entregar isso para um único mandato. É preciso continuidade e compromisso com o futuro”, afirmou.
Papel do Sebrae
O prefeito destacou ainda a atuação do Sebrae Minas no apoio às prefeituras. “O Sebrae tem uma capacidade muito grande de contribuir. As prefeituras que são parceiras conseguem avançar mais”, disse.
