A ampliação das faixas do Anel Rodoviário voltou à pauta em Belo Horizonte nessa quinta-feira (10/4), durante audiência pública na Câmara Municipal. O tema foi debatido por vereadores e representantes da prefeitura, mas, mais uma vez, sem qualquer definição de curto prazo para as obras.
Trecho crítico volta ao centro da discussão
O foco do debate foi o alargamento das faixas no trecho do pontilhão da linha férrea, entre o Bairro das Indústrias e o Betânia, um dos pontos mais críticos do Anel. A reunião ocorreu na Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços.
Ausências marcam audiência
O encontro foi esvaziado pela ausência de dois dos principais atores envolvidos no tema: o Governo de Minas e a concessionária responsável pelo metrô da capital.
Ambos foram convidados, mas não enviaram representantes, o que gerou críticas durante a audiência. O vereador Irlan Melo questionou a falta de participação e cobrou maior envolvimento nas discussões.
Já o presidente da comissão, Braulio Lara, reforçou a necessidade de presença dos órgãos responsáveis e afirmou que a cobrança continuará.
Problema antigo sem solução
Sem definição de prazos ou início das obras, o impasse se arrasta enquanto o Anel Rodoviário segue com problemas estruturais e alto número de acidentes.
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública apontam que, só em 2025, foram registrados mais de 4.500 acidentes, média de 12 ocorrências por dia.
Área de escape evita tragédias
No mesmo trecho, a área de escape inaugurada em 2022 já foi utilizada 15 vezes por veículos pesados sem freio, evitando acidentes de maior gravidade.
O dado reforça o nível de risco da via e a urgência de intervenções estruturais.
