O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10/4) a prisão definitiva de sete condenados ligados ao Núcleo 4 da trama golpista investigada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão ocorreu após o trânsito em julgado do processo, etapa que encerra qualquer possibilidade de recurso. O grupo foi responsabilizado por disseminar desinformação, com a divulgação de notícias falsas sobre o sistema eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades em 2022.
Os mandados de prisão foram encaminhados ao Exército, que efetuou as detenções do major da reserva Ângelo Martins Denicoli, do subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e do tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida. O policial federal Marcelo Araújo Bormevet, que já estava preso preventivamente, passou a cumprir a pena definitiva.
Por outro lado, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, segue foragido desde dezembro, quando teve a prisão preventiva decretada. Já o coronel Reginaldo Vieira de Abreu encontra-se nos Estados Unidos, enquanto ainda não há confirmação sobre a prisão do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros.
As penas estabelecidas pelo STF são as seguintes:
- Ângelo Martins Denicoli: 17 anos de prisão em regime fechado;
- Reginaldo Vieira de Abreu: 15 anos e 6 meses em regime fechado;
- Marcelo Araújo Bormevet: 14 anos e 6 meses em regime fechado;
- Giancarlo Gomes Rodrigues: 14 anos em regime fechado;
- Ailton Gonçalves Moraes Barros: 13 anos em regime fechado;
- Guilherme Marques de Almeida: 13 anos e 6 meses em regime fechado;
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha: 7 anos e 6 meses em regime semiaberto.
*Com informações de Agência Brasil
