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Diretor abre o jogo sobre dívida do Atlético: ‘organicamente impagável’

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Diretor financeiro do Galo detalhou as dívidas do clube (Foto: Divulgação / Atlético)

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Com uma dívida avaliada em cerca de R$ 1,7 bilhão, o Atlético vive uma situação financeira complicada e busca alternativas para conter os juros, que aumentam a cada ano, sem afetar diretamente a operação do clube.

Uma das soluções é um novo aporte financeiro que, segundo Pedro Daniel, CEO do Atlético, ocorreria ainda no primeiro trimestre de 2026. A entrada do dinheiro sofreu algumas alterações, mas deve acontecer até o dia 15 de maio, segundo o ge.

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Em entrevista ao Sports Market Makers, Thiago Maia, diretor financeiro e administrativo do Galo, detalhou a dívida do clube, dividida entre compromissos com bancos e custos da construção da Arena MRV.

“Se a gente junta as dívidas da arena com as da SAF, estamos falando de algo perto de R$ 1 bilhão. Isso gera, pelo menos, uns R$ 250 milhões por ano só de juros, o que pesa muito. Se o Galo fica no zero a zero no operacional, buscando só o equilíbrio, não consegue pagar esses juros, e a dívida cresce todo ano.”

“Desse total de R$ 1,7 bilhão, mais ou menos R$ 1 bilhão é dívida com banco. Cerca de R$ 600 milhões são da SAF, todas com garantia. Mesmo sendo mais baratas, pesam muito por causa da Selic. Tem também uns R$ 400 milhões do estádio e um CRI da arena na casa dos R$ 300 milhões, que é um dos principais problemas. Além disso, há mais de R$ 400 milhões em dívida tributária, que pesa menos por ser de longo prazo, e uns R$ 300 milhões entre contas a pagar e a receber. Quando soma tudo, chega nesses R$ 1,7 bilhão. O Galo até se sustenta no dia a dia, mas não consegue gerar dinheiro suficiente para reduzir essa dívida sozinho.”

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Diante da dificuldade de arcar com as dívidas apenas com a operação, o Atlético depende de um novo aporte dos donos da SAF para reduzir o endividamento. Thiago Maia explicou a importância da entrada desse recurso:

“O aporte de R$ 500 milhões vai todo para a dívida, principalmente para reduzir a parte bancária, que hoje está na casa dos R$ 600 milhões, para algo perto de R$ 100 milhões. Ainda fica a dívida do CRI da Arena MRV. O cenário continua difícil, mas a perspectiva é melhorar.”

Por fim, o diretor destacou que o endividamento do Atlético vem diminuindo ao longo dos anos, mas ainda exige atenção:

“Dívida sempre vai existir, faz parte. O que não pode é estar no nível que o Galo está hoje. Se você olha a relação entre dívida e receita, o clube vem melhorando ano após ano.”

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Clique aqui e assista na íntegra.

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