Lula (41%) e Flávio Bolsonaro (36%) lideram a corrida presidencial de 2026 no cenário estimulado, enquanto no segundo turno os dois aparecem em empate técnico, com 46% a 45%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27/4).
O resultado indica estabilidade na disputa e manutenção do predomínio dos dois nomes, sem avanço relevante de candidatos da terceira via nas últimas semanas. O levantamento ouviu 2.028 pessoas entre os dias 24 e 26 de abril e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01075/2026.
Liderança consolidada e pouca mudança
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 36%. Os demais nomes seguem distantes, sem crescimento relevante nas últimas semanas.
A pesquisa indica que, desde março, houve pouca oscilação no cenário eleitoral, com os candidatos da chamada terceira via sem força para alterar a disputa.
Empate técnico no 2º turno
Na principal simulação de segundo turno, Lula tem 46% das intenções de voto, contra 45% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
O dado reforça a manutenção da polarização entre lulismo e bolsonarismo, que deve novamente dominar o cenário eleitoral.
Aprovação do governo melhora, mas segue negativa
A pesquisa também mostra leve melhora na avaliação do governo federal. A aprovação de Lula subiu de 45% para 46%, enquanto a desaprovação caiu de 51% para 49%.
Apesar da melhora, o saldo ainda é negativo, passando de -6 pontos percentuais para -3.
Economia influencia diretamente o voto
Um dos principais achados do levantamento é a relação entre percepção econômica e comportamento eleitoral.
Segundo a pesquisa, 59% dos brasileiros afirmam ter alguma dívida, e metade relata maior dificuldade de consumo em comparação ao governo anterior. Esse cenário impacta diretamente a preferência eleitoral:
- Eleitores com menor dificuldade de consumo tendem a preferir Lula
- Já os que percebem piora econômica se inclinam mais para Flávio Bolsonaro
Decisão do voto ainda não está consolidada
Outro dado relevante é o nível de indecisão. No voto espontâneo, cerca de 29% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. Além disso, embora muitos eleitores já indiquem preferência, parte significativa afirma que ainda pode mudar de voto até as eleições.
O que a pesquisa indica
A segunda rodada do levantamento aponta três tendências centrais:
- manutenção da polarização entre Lula e Bolsonaro
- dificuldade de crescimento da terceira via
- peso crescente da economia na decisão do eleitor
