O Carnaval em Minas Gerais registrou público recorde em 2026, com 14,9 milhões de foliões ao longo dos quatro dias oficiais de festa, entre 14 e 17 de fevereiro. O número representa crescimento de 14,2% em relação a 2025, quando 13,2 milhões participaram das celebrações em todo o estado. Somente em Belo Horizonte, foram 6,5 milhões de pessoas nas ruas. Os dados são do Observatório do Turismo de Minas Gerais.
Além da presença massiva de público, a folia também teve impacto relevante na economia. Segundo levantamento oficial, o período carnavalesco movimentou cerca de R$ 5,83 bilhões, alta de 10% frente aos R$ 5,3 bilhões registrados no ano anterior. O resultado reflete o aquecimento de setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio informal e serviços ligados à economia criativa.
Os números consolidados foram detalhados nesta quinta-feira (19/2), em coletiva no Palácio da Liberdade, com participação de representantes da área cultural e das forças de segurança envolvidas na operação do evento.
Programação e estrutura na capital
Em Belo Horizonte, parte da programação organizada pelo estado concentrou atividades nas chamadas avenidas sonorizadas, Amazonas, Andradas e Brasil, que receberam 23 blocos dentro do projeto Via das Artes. A estrutura contou com painéis de LED e reforço no sistema de som.
Nos jardins do Palácio da Liberdade, o espaço Palácio do Samba reuniu, em média, 1,5 mil pessoas por dia, com 87 atrações dedicadas ao samba. A iniciativa gerou cerca de 120 postos de trabalho diretos, segundo o governo.
O pré-Carnaval também teve apresentações da Sinfônica Pop e shows de 25 artistas no Palco Aberto do Palácio das Artes.
Investimentos públicos
O investimento total do Governo de Minas no Carnaval da Liberdade 2026 foi de R$ 26,5 milhões, distribuídos entre ações coordenadas pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e aportes de estatais como Cemig, Codemge e Copasa.
Do total, R$ 12 milhões foram destinados por meio do edital vinculado à Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A Codemge investiu R$ 13,5 milhões em estrutura, incluindo montagem das avenidas sonorizadas e do Palácio do Samba, além de ações de sinalização e acessibilidade. A Copasa aportou mais de R$ 1 milhão em iniciativas como distribuição de água e apoio a projetos de reciclagem com catadores.
Hotelaria e turismo em alta
A taxa média de ocupação hoteleira em Belo Horizonte foi de 85,62% durante o Carnaval, com pico de 92,30% no fim de semana, índice 3,5% superior ao máximo registrado em 2025. O valor médio das diárias subiu 15,2% na região Centro-Sul e 11,2% nas demais áreas da capital.
No interior, hotéis voltados ao lazer registraram 97% de ocupação, de acordo com a Associação Mineira de Hotéis e Lazer (AMILAH), indicando forte procura por destinos de natureza e turismo de descanso.
Cidades históricas e destinos naturais
As cidades históricas também apresentaram crescimento no fluxo de visitantes. Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João del-Rei e Diamantina receberam juntas mais de 376 mil pessoas, alta de 7,5% em comparação ao ano passado.
Já Capitólio, conhecido como “Mar de Minas”, contabilizou mais de 315 mil visitantes durante o período, cerca de 15 mil a mais do que em 2025.
Mobilidade
O aumento no fluxo turístico também foi observado nos terminais de transporte. O Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro registrou 152.258 passageiros, crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior.
No transporte aéreo, o Aeroporto Internacional de Confins teve alta de 18,5% no número de passageiros em voos internacionais, passando de 7.500 para 8.887 viajantes.
Com crescimento de público, maior circulação de turistas e impacto econômico ampliado, o Carnaval mineiro de 2026 reforça a consolidação do estado como um dos principais destinos da folia no país, combinando grandes centros urbanos, cidades históricas e roteiros voltados à natureza.
