As negociações para a formação da chapa encabeçada pelo ex-ministro Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas avançaram nesta terça-feira (04/8). Conforme apurou a Rede 98, a reunião entre dirigentes da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), da federação PSOL-Rede e do PSB terminou com o encaminhamento para que a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL) ocupe a segunda vaga ao Senado na chapa petista. Os partidos, no entanto, ainda vão se reunir novamente nesta quarta-feira (05/8) para alinhar os últimos detalhes e formalizar a composição.
A expectativa é que, após a reunião, a composição seja oficializada durante o evento promovido pelo PT também nesta quarta-feira.
Durante o encontro, o PT manteve ao PSB a oferta para indicar o candidato a vice-governador na chapa de Patrus Ananias. Segundo interlocutores ouvidos pela Rede 98, a direção do partido pediu até esta quarta-feira para apresentar uma resposta definitiva.
Nos bastidores, a avaliação é de que essa deve ser a proposta final apresentada aos psbedistas. Caso o PSB decida não integrar a aliança, a tendência é que a vaga de vice seja preenchida por um nome de outro partido do arco de alianças, sem alterar a estratégia construída em torno da candidatura de Patrus.
PSOL manteve estratégia para garantir Áurea Carolina na disputa ao Senado
O encaminhamento em favor de Áurea Carolina é resultado de uma articulação construída pela federação PSOL-Rede ao longo das últimas semanas. Desde o início das negociações, dirigentes da legenda defenderam que a ex-deputada federal ocupasse uma das vagas ao Senado em uma eventual aliança com o PT, ao mesmo tempo em que reafirmavam o interesse em integrar a chapa de Patrus Ananias.
Nos bastidores, chegou a ser discutida a possibilidade de Áurea compor a chapa como candidata a vice-governadora. A proposta, no entanto, nunca prosperou dentro da federação, que manteve como prioridade a candidatura da ex-parlamentar ao Senado.
Como parte dessa estratégia, o PSOL retirou a pré-candidatura de Maria da Consolação ao governo de Minas para apoiar Patrus Ananias. Em diferentes momentos das negociações, integrantes da federação reforçaram que pretendiam integrar a aliança, mas mantinham a defesa de que Áurea Carolina disputasse uma vaga no Senado, independentemente da composição final da chapa.