O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou, nesta quinta-feira (15/10), a movimentação de integrantes do PT em torno da redução da maioridade penal e acusou o partido de mudar o discurso às vésperas do segundo turno. A declaração ocorreu durante uma live do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que contou também com a participação do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). A discussão ganhou espaço após a apresentação de propostas sobre maioridade penal durante a tramitação da PEC da Segurança Pública no Senado.
“A Bíblia fala que o diabo se faz até num anjo de luz para poder enganar as pessoas, né? Olha só, em época de eleição, o governo querendo aprovar a PEC da Segurança e também até falou agora em redução da maioridade penal”, afirmou Nikolas.
O deputado citou votações anteriores no Congresso e afirmou que parlamentares do PT se posicionaram contra propostas relacionadas à redução da maioridade penal. Na transmissão, ele também criticou posições do partido em discussões sobre aumento de penas, castração química e criação de um cadastro nacional de pedófilos.
As declarações foram usadas por Nikolas para questionar a movimentação mais recente de integrantes petistas sobre o tema.
Maioridade penal provoca impasse no Senado
Nesta quinta-feira, o líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), apresentou uma emenda à PEC da Segurança para permitir a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos exclusivamente em casos de crimes hediondos. A proposta encontrou resistência dentro do próprio PT.
A oposição apresentou uma proposta diferente. A emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, prevê responsabilização penal a partir dos 16 anos como regra geral e dos 14 anos em determinados crimes graves.
O impasse levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a retirar a PEC da Segurança Pública da pauta nesta quinta-feira.
Durante a mesma live, Flávio defendeu a redução da maioridade penal e afirmou que pretende avançar com a pauta. Nikolas ponderou que a mudança, isoladamente, não resolveria os problemas da segurança pública, mas classificou a medida como importante.