O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) afirmou, nesta sexta-feira (04/9), durante sabatina da Rede 98 no 98 Talks, que se posiciona à direita e defendeu a experiência acumulada no setor empresarial e na representação de entidades como diferencial na disputa pelo Palácio Tiradentes. Roscoe reconheceu que ainda é pouco conhecido pelo eleitorado, mas disse acreditar que a campanha permitirá apresentar sua trajetória e propostas aos mineiros.
“Sou de direita”, afirmou Roscoe durante a entrevista. O candidato argumentou que sua trajetória não se limita à atuação como empresário e destacou os mais de 30 anos dedicados à representação de entidades de classe.
Segundo Roscoe, a experiência associativa também lhe deu capacidade de articulação política, característica que, na avaliação dele, o diferencia do ex-governador Romeu Zema (Novo) quando chegou ao Executivo estadual.
‘Tenho bagagem política’
Ao comparar as trajetórias, Roscoe afirmou que Zema chegou ao governo com experiência empresarial, mas sem a vivência política que ele diz ter acumulado.
“Qual que é a diferença de um empresário que chega lá, só empresário, que era o caso do governador, era um ótimo empresário, um grande empresário, da minha diferença? Eu sou empresário, mas sou líder de entidade de classe, sou líder associativo há mais de 30 anos”, afirmou.
Para Roscoe, essa atuação proporcionou experiência em negociação e interlocução com diferentes setores.
“Isso me dá uma capacidade de diálogo, um traquejo político que o governador não tinha quando chegou. Então, eu tenho bagagem política”, declarou.
O candidato destacou ainda os oito anos à frente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), período em que, segundo ele, participou de discussões estaduais e nacionais.
“E nos últimos oito anos, eu presidi a maior instituição representativa do Estado de Minas Gerais. Estive no ponto central de todos os debates nacionais”, disse.
Roscoe afirmou que os oito anos na presidência da entidade representam apenas a etapa mais recente de uma trajetória de 35 anos de atuação associativa.
Entrada na disputa pelo governo
Durante a sabatina, Roscoe afirmou que já havia recebido convites para disputar eleições anteriores, mas decidiu permanecer na Fiemg para concluir o compromisso assumido na entidade.
“Eu fui convidado para 24, para 22, e nunca aceitei, porque eu tinha uma missão a cumprir na Fiemg. Eu tinha assumido um compromisso, eu fui eleito lá e eu não ia deixar isso no final”, afirmou.
Segundo o candidato, a decisão de disputar o governo neste ano ocorreu após avaliar os nomes colocados na corrida eleitoral.
“Quando surgiram ali as possibilidades, eu vi os nomes, entendi que Minas Gerais precisava de mais, essa é a verdade. Eu falei: ‘Não, eu vou colocar meu nome para o Executivo’. Por quê para o Executivo? Porque é onde você pode fazer a diferença, onde eu tenho experiência de gestão”, disse.
‘Não podemos demonizar a política’
Roscoe também defendeu a participação de empresários e representantes da sociedade civil na política.
“Nós não podemos demonizar a política, porque a política é a maneira com que a gente tem para transformar o Brasil, Minas Gerais”, afirmou.
Para o candidato, pessoas com experiência fora dos cargos eletivos precisam participar diretamente da atividade política.
“Se as pessoas de bem não vão para a política, necessariamente quem vai não tá nessa classificação e, muitas vezes, não tá procurando o bem comum, o bem da sociedade”, declarou.
Desconhecimento do eleitorado
Roscoe reconheceu que o fato de ainda ser pouco conhecido representa uma dificuldade na campanha, mas afirmou enxergar espaço para crescimento conforme consiga apresentar sua trajetória aos eleitores.
“O fato de eu não ser conhecido é ruim por um lado, mas a campanha vai me permitir exatamente isso, que o eleitor me conheça. E é bom por outro. Por quê? Quando me conhecer, a maioria, o meu legado é muito positivo”, disse.
O candidato também afirmou considerar sua experiência executiva superior à dos adversários.
“Felizmente, em relação aos meus concorrentes, ninguém tem o legado que eu tenho hoje, pelo menos no que tange à gestão e à entrega como executivo. Então, eu tô muito confiante que o eleitor vai gostar da nossa proposta”, concluiu.