O candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) afirmou nesta quarta-feira (2/9) que cometeu erros na disputa pelo Palácio Tiradentes em 2022 e que a responsabilidade pela derrota foi dele. Durante sabatina da Rede 98 com os candidatos ao governo de Minas, no 98 Talks, o ex-prefeito de Belo Horizonte também defendeu uma candidatura independente de lideranças nacionais e criticou a condução das contas públicas pelo atual governo estadual.
Ao explicar por que decidiu voltar à disputa quatro anos depois, Kalil afirmou que esperou o cenário eleitoral se formar e destacou que, diferentemente da eleição anterior, não enfrenta um governador que tenta a reeleição.
“O que o Kalil tem de diferente é que ele agora quer ser governador de Minas. Ele não tem Lula, ele não tem Bolsonaro, ele não tem Caiado, ele não tem ninguém, porque nesses quatro anos eu percebi que Minas não passou de um grande palanque e nós não podemos aceitar que Minas seja só um grande palanque eleitoral”, afirmou.
‘O culpado, o único, fui eu’
Kalil também fez uma autocrítica sobre a eleição de 2022. O candidato afirmou que não atribui a derrota aos apoios que recebeu, à equipe responsável pela campanha ou ao então adversário.
“O derrotado fui eu. Numa condição que era muito difícil. E, como o próprio vice disse, eu tive quase 4 milhões de votos. E eu não posso falar que o Lula me tirou ou me deu voto. Então, eu fui o derrotado, eu cometi erros e tô tentando evitá-los. Mas o grande derrotado fui eu e ninguém tem culpa, desde quem fez o marketing até quem me apoiou. O culpado, o único, fui eu”, disse.
Entre os erros, Kalil apontou a falta de conhecimento mais aprofundado sobre o interior de Minas durante a campanha.
“Eu cometi um erro de não conhecer o estado. Eu era prefeito de Belo Horizonte, eu conhecia o estado como todo mineiro nascido aqui conhece. Eu devia ter começado a minha campanha antes. Eu devia ter rodado mais e me tornado mais conhecido”, afirmou.