O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a chamar o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário no segundo turno, de “miliciano” e afirmou que será reeleito neste domingo (25/10). Durante coletiva de imprensa em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste sábado (24/10), durante seu último ato de campanha, o petista disse que a eleição representa uma escolha sobre o futuro da democracia brasileira e demonstrou confiança na vitória.
“Não pode levar um miliciano para dentro do Palácio do Planalto. Não é possível que a gente não consiga convencer a sociedade brasileira do risco que a democracia corre, do risco que a liberdade corre e do risco que as pessoas de bem nesse país correm”, afirmou Lula.
O presidente também fez uma previsão sobre o resultado da votação, marcada para este domingo.
“Eu tenho certeza que nós vamos ganhar as eleições. Eu tô dizendo para vocês e podem anotar: amanhã eu serei eleito presidente da República outra vez”, declarou.
Mobilização de apoiadores
Durante a coletiva, Lula agradeceu aos eleitores pela participação na campanha e afirmou que a mobilização popular foi decisiva no segundo turno.
“O que o povo brasileiro fez nesse segundo turno não estava escrito em nenhuma página da nossa sociologia. O povo assumiu para si a responsabilidade de fazer a campanha”, disse.
O petista comparou o número de apoiadores mobilizados a grandes forças militares internacionais e afirmou que a campanha chegaria a 13 milhões de participantes.
“Hoje nós temos um exército de democratas neste país, maior que o exército chinês, maior do que o exército russo e maior do que o exército americano, que é o exército do Lula, que está na praça. Vamos chegar a 13 milhões de soldados e soldadas amanhã”, afirmou.
Lula também defendeu o legado de seus governos e criticou a gestão de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o país passou por um processo de desmonte em áreas como cultura, educação, saúde, trabalho e política externa.
“Nós levamos quase três anos para reconstruir o país, para apresentar agora uma proposta concreta de que o país tem um futuro muito promissor”, declarou.
Ao comentar a campanha, o presidente afirmou que os brasileiros desejam mudanças, mas não um retorno às políticas adotadas pelo governo anterior.
“O povo quer mudança para melhor, o povo quer mudança para frente, o povo não quer retroceder”, concluiu.