O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (24/10) que pretende atuar para devolver ao jogador Richarlison um imóvel disputado judicialmente e associado a um advogado próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Copacabana, no Rio de Janeiro, no último ato de campanha do petista antes do segundo turno. Lula também voltou a questionar a rapidez de um procedimento na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) relacionado à propriedade.
“Nós vamos brigar para tomar a ilha […] que roubaram de um jogador da Seleção Brasileira. Então, nós vamos trabalhar para tentar devolver esse terreno para o verdadeiro dono”, afirmou Lula.
A declaração retoma o confronto entre os candidatos no debate da TV Globo, realizado na sexta-feira (23/10). Na ocasião, Lula questionou Flávio sobre a disputa envolvendo o imóvel reivindicado por Richarlison e a relação do senador com o advogado Willer Tomaz.
Lula questiona atuação da SPU
Durante a coletiva, o presidente voltou a mencionar a diferença no tempo de análise dos pedidos relacionados ao imóvel.
“Ontem, quando eu perguntei para o Flávio se o coronel que tá na SPU era amigo dele, ele não teve cara de dizer”, afirmou.
Lula alegou que o jogador aguardou mais de um ano por uma decisão da Secretaria do Patrimônio da União, enquanto um pedido associado a um amigo de Flávio teria sido atendido em uma semana.
“O amigo do Flávio, numa semana, conseguiu o título que a pessoa não conseguiu em um ano. Então, nós vamos tentar fazer justiça nesse país”, declarou.
As acusações de Lula não representam uma conclusão judicial sobre a propriedade do imóvel.
No debate, Flávio Bolsonaro reconheceu a amizade com Willer Tomaz, mas negou manter sociedade com o advogado. O senador também contestou a versão apresentada pelo presidente sobre a disputa e afirmou que a questão já havia sido resolvida judicialmente.
Investimentos na Baixada Fluminense
Na mesma coletiva, Lula afirmou que pretende manter os investimentos federais na Baixada Fluminense, independentemente do posicionamento político dos prefeitos da região.
Segundo o presidente, o governo federal tem cerca de R$ 20 bilhões em investimentos previstos para a Baixada.
“Eu não vou perguntar em quem o prefeito votou, de que partido ele é. O projeto é bom, o projeto tem consistência, o povo precisa, a gente vai fazer as obras”, declarou.
Lula também lamentou não ter realizado uma caminhada na região durante a campanha e afirmou que a continuidade dos projetos será uma de suas prioridades caso seja reeleito neste domingo (25/10).