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‘Mateus é mentiroso e nunca foi meu professor’, diz Marcelo Aro sobre rompimento político

Por Igor Teixeira Rede 98
06/08/2026 19:47 Atualizado há 2 horas
(Foto: 98News)

O candidato ao Senado pela Federação União Progressista (União Brasil-PP), Marcelo Aro (PP), respondeu pela primeira vez às acusações feitas pelo governador Mateus Simões (PSD) após o rompimento político entre os dois. Em entrevista ao programa 98 Talks, nesta quinta-feira (06/8), Aro afirmou que Simões “mentiu” ao dizer que desconhecia as articulações políticas conduzidas pelo ex-secretário e disse ter sido o verdadeiro traído na relação.

As declarações ocorrem um dia depois de a Federação União Progressista oficializar apoio à candidatura à reeleição de Mateus Simões. Com o acordo, Aro voltou ao grupo político do governador e disputará uma vaga ao Senado pela coligação.

“O Mateus é um excelente gestor, conhece a máquina pública, mas eu descobri um defeito que eu não conhecia: ele é mentiroso. Ele mentiu quando disse que só ficou sabendo das articulações na última conversa. Eu falei com ele diversas vezes, inclusive por escrito”, afirmou.

Aro nega traição e devolve críticas ao governador

Durante a entrevista, Marcelo Aro contestou uma série de declarações feitas por Mateus Simões nos últimos dias. O governador afirmou que o ex-secretário havia “virado as costas” para o projeto político e buscado um caminho diferente por conveniência eleitoral.

Aro rejeitou a versão e afirmou que quem rompeu os acordos foi o próprio governador.

“Eu fui o traído dessa relação. O Mateus me acusou de agir por conveniência eleitoral, mas foi ele quem me traiu quando filiou o Carlos Viana sem conversar comigo. Ele mesmo admitiu isso na minha casa.”

O ex-secretário também rebateu outra declaração recorrente de Simões.

“O Mateus começa mentindo quando fala que foi meu professor. Ele nunca foi meu professor. Basta apresentar uma lista de chamada mostrando que eu fui aluno dele.”

Ex-secretário cita episódios e amplia ataques

Ao responder às críticas, Aro afirmou que Simões acumulou episódios de “traição” ao longo da trajetória política. Além do rompimento entre ambos, ele citou nomes de antigos aliados do governador.

“Ele traiu o Partido Novo quando saiu da legenda. Traiu a segurança pública ao prometer reajuste e não cumprir. Traiu os professores de Minas, traiu Paulo Brant, traiu Eduardo Costa. É o Mateus quem trai.”

Segundo Aro, decidiu aguardar alguns dias antes de responder às declarações para evitar manifestações motivadas pela emoção.

“Eu não queria responder com raiva. Mas o Mateus não foi honesto nas colocações dele.”

Crise terminou com reaproximação política

A troca de acusações começou no fim de julho, quando Marcelo Aro deixou a pré-candidatura ao Senado para tentar viabilizar uma candidatura ao Governo de Minas após as indefinições envolvendo Cleitinho Azevedo (Republicanos).

Na ocasião, Mateus Simões afirmou ter ficado decepcionado com o então aliado e disse que Aro havia abandonado o projeto político por ambição. O ex-governador Romeu Zema (Novo) também criticou o ex-secretário, classificando sua movimentação como uma “traição” e acusando-o de fazer “acordos pelas costas”.

O cenário mudou nesta semana. Após o PL lançar candidatura própria ao Governo de Minas com Flávio Roscoe, a Federação União Progressista voltou a integrar a coligação de Mateus Simões. Com isso, Marcelo Aro retomou a candidatura ao Senado pela aliança governista, embora as declarações feitas durante o período de rompimento continuem repercutindo nos bastidores da campanha.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.