Rede 98 > Eleições 2026 > Meta não encontra indícios de irregularidades no ‘Exército do Lula’, diz ao TSE

Meta não encontra indícios de irregularidades no ‘Exército do Lula’, diz ao TSE

Por Igor Teixeira • Rede 98
23/10/2026 21:10 Atualizado há 2 horas
(Foto: Magnific)

A Meta informou ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, nesta sexta-feira (23/10), que não encontrou indícios de atuação irregular do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A conclusão é preliminar e foi apresentada após uma análise de conteúdos publicados no Instagram. A empresa pediu mais cinco dias para concluir a avaliação de outros materiais encaminhados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a Meta, a análise inicial não identificou sinais de “comportamento inautêntico coordenado” nem violações das regras da plataforma. O canal de mobilização favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 10 milhões de participantes nesta sexta-feira.

A empresa ressaltou, porém, que ainda precisa examinar publicações reunidas em um pen drive entregue pela equipe jurídica de Flávio Bolsonaro. Por isso, solicitou prazo adicional para apresentar uma resposta complementar ao tribunal.

Campanha de Flávio questiona mobilização

Na quinta-feira (22/10), Kassio Nunes Marques determinou que a Meta apresentasse, em até 24 horas, um relatório detalhado sobre as atividades do canal administrado por Janones no WhatsApp.

A decisão atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que questiona se a plataforma está cumprindo seu plano de prevenção de riscos à integridade das eleições.

Os advogados do candidato do PL argumentam que orientações para publicar hashtags em horários determinados, reproduzir comentários e compartilhar textos prontos poderiam indicar uma atuação coordenada irregular.

Entre os exemplos apresentados está uma mensagem de Janones orientando participantes a pesquisar no Google a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula”.

O presidente do TSE também pediu esclarecimentos sobre os critérios utilizados pela Meta para diferenciar mobilização política legítima de comportamentos potencialmente irregulares, além de informações sobre os padrões de engajamento e distribuição dos conteúdos.

Meta pede mais prazo

Na resposta ao tribunal, a empresa afirmou que a determinação envolve análises técnicas de diferentes serviços, incluindo Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp.

A Meta classificou o prazo de 24 horas como insuficiente diante da quantidade de informações solicitadas e da necessidade de realizar verificações internas.

A empresa também argumentou que seu plano de conformidade eleitoral já havia sido considerado adequado pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE.

Canal foi alvo de decisões divergentes

O funcionamento do “Exército do Lula” provocou divergências entre decisões de ministros do TSE nos últimos dias.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou a manutenção do canal, inclusive em decisão desta sexta-feira, para evitar sua suspensão às vésperas do segundo turno.

Kassio Nunes Marques chegou a determinar a suspensão do grupo, mas posteriormente recuou e ordenou seu restabelecimento.

A análise complementar da Meta ainda poderá trazer novos elementos ao processo. Até o momento, a empresa afirma não ter identificado irregularidades nos conteúdos examinados.

Eleições 2026 Siga no Google News
Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.