O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou pedidos de 14 entidades estrangeiras que pretendiam acompanhar as eleições brasileiras de 2026 como observadoras internacionais. Entre as organizações barradas estão o Foro Madrid, ligado ao partido espanhol Vox, e a Alternativa Democrática Nacional (ADN), de Portugal. A Corte, por outro lado, autorizou a participação de outras missões internacionais no pleito, marcado para começar neste domingo (4/10).
Também tiveram os pedidos rejeitados a Transparencia Electoral, da Argentina, e o Eurolat Global Democracy Forum, da Espanha.
As decisões sobre o credenciamento ocorrem na reta final para o primeiro turno das eleições.
O que fazem os observadores
As missões internacionais podem acompanhar diferentes etapas do processo eleitoral brasileiro, desde a preparação das urnas até a votação, apuração e totalização dos resultados.
O objetivo é acompanhar o cumprimento das normas eleitorais e a realização do processo de votação. O TSE também utiliza as missões como instrumento para ampliar a transparência e avaliar possíveis aperfeiçoamentos no sistema eleitoral.
Outras entidades foram autorizadas
Apesar das negativas, o TSE autorizou outras organizações internacionais a acompanhar as eleições brasileiras.
Entre elas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia e o Carter Center.
Ao todo, o Tribunal informou que receberá observadores e juízes internacionais de mais de 80 países e organismos multilaterais durante as eleições de 2026.