O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orientou, nesta terça-feira (13/10), as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a conter agressões, conflitos e desinformação durante o segundo turno. Em reunião com representantes das duas candidaturas, ministros da Corte manifestaram preocupação com o aumento de ataques contra servidores, exposição de dados pessoais e conteúdos falsos e pediram atenção especial à atuação das militâncias no dia da votação, em 25 de outubro.
O encontro ocorreu no gabinete da Presidência do TSE e contou com o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, o vice-presidente, André Mendonça, e os ministros Marco Aurélio Bellizze e Estela Aranha.
Representantes das duas campanhas também foram convidados a acompanhar a apuração dos votos do segundo turno na sede do tribunal.
Processos aumentaram 217%
Outro tema discutido foi o crescimento da judicialização da disputa presidencial. Nos nove dias seguintes ao primeiro turno, o TSE registrou 162 processos envolvendo representações e pedidos de direito de resposta.
No mesmo período das eleições de 2022, foram 51. O crescimento foi de 217,65%.
O tribunal demonstrou preocupação com a possibilidade de decisões conflitantes diante do aumento das ações e com eventuais restrições ao debate eleitoral.
A Corte também informou que candidatos a presidente e vice poderão utilizar ferramentas de proteção de imagem e voz contra manipulações feitas por inteligência artificial. As campanhas interessadas deverão procurar a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE.