A torcida argentina de Belo Horizonte transformou o bar Don Diego em ponto de encontro nesta terça-feira (7/7). O motivo foi a virada por 3 a 2 sobre o Egito, que classificou a Argentina para as quartas de final da Copa. Com Messi em campo, a comemoração foi até os minutos finais.
A seleção argentina venceu o Egito por 3 a 2 de virada, em uma partida decidida nos minutos finais. O resultado garante a atual campeã do mundo nas quartas de final e mantém viva a caminhada rumo ao bicampeonato consecutivo.
Agora, a Argentina espera o vencedor de Colômbia x Suíça, nesta terça-feira às 17h, para conhecer o próximo adversário no Mundial.
“Sou fã do Messi”, diz brasileiro que torce pela Argentina
Entre os presentes estava Pedro, brasileiro que foi ao bar pela primeira vez para acompanhar o jogo. Ele explicou por que torce pela seleção argentina. “Gosto muito do futebol do Messi, acho ele um gênio. A Argentina não teria ganhado a última Copa se não fosse ele. Sou fã do Messi, então estou sempre torcendo pela Argentina”, disse.
Pedro também elogiou o ambiente da casa. “O clima foi muito bom, pessoal muito acolhedor, um bar muito bom de frequentar e assistir o jogo”, afirmou.
Argentino há cinco anos em BH vive a dualidade com o Brasil
Morador de Belo Horizonte há cinco anos, um torcedor argentino naturalizado brasileiro contou que chegou ao Brasil pelo Rio de Janeiro e encontrou o Don Diego depois de procurar um bar argentino na internet. Apaixonado pelas duas seleções, ele descreveu o dilema quando Brasil e Argentina se enfrentam.
“Quando o Brasil joga contra a Argentina, eu não assisto, por respeito. O Brasil me abriu os braços, meus amigos são brasileiros. Que ganhe o melhor”, afirmou.
Sobre o jogo desta terça, comemorou: “Estou muito feliz. Se Deus quiser, a Argentina vai ser uma das favoritas da Copa.”
Rivalidade divide opiniões sobre segurança
Se o clima dentro do bar foi de festa, a rivalidade histórica entre Brasil e Argentina apareceu nas conversas e dividiu percepções sobre segurança.
Pedro disse não se sentir ameaçado. “Não me sinto inseguro. Muitas pessoas que passam aqui nem param, só fazem algum comentário zoando e vão embora. É mais uma zoeira e ta tudo bem.”, contou.
Já o torcedor argentino relatou cautela. Ele estava com a camisa da seleção, mas levou outra na mochila para trocar. “Aqui no Brasil me sinto menos seguro andando com a camisa da Argentina. Trouxe outra camiseta na mochila para trocar”, disse. Ele afirmou ainda ter visto “muito ódio” entre as duas torcidas nas redes sociais o que o deixa aflito de torcer em público em qualquer lugar da capital mineira.
Empanadas, drinks e música: o convite do Don Diego
À frente das operações do bar ao lado de Cris, Lucas resumiu a proposta da casa e convidou o público. “A torcida é vibrante, quente, e a gente quer trazer cada vez mais gente para cá. Está todo mundo convidado para conhecer o Don Diego: as empanadas argentinas, os drinks autênticos e muita música ao vivo”, disse.
O cardápio de drinks sempre traz novidades com a cara dos hermanos argetinos, e a casa aposta em DJ e música argentina. “É uma casa argentina, a gente tem que celebrar a cultura”, afirmou.
Sobre a rivalidade, Lucas garantiu tranquilidade. “Até hoje, nenhum problema. É uma união bacana, um lugar tranquilo, de brincadeira e descontração. Tem que vir para sentir a energia daqui”, concluiu.
