A morte do ator Eric Dane, aos 53 anos, trouxe novamente ao debate público a gravidade da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Diagnosticado em 2024, Dane enfrentou uma progressão agressiva da doença, que em menos de dois anos comprometeu sua mobilidade e funções vitais. A condição, embora rara, é uma das formas mais severas de degeneração neuromuscular conhecidas pela medicina moderna.
A ELA caracteriza-se pela morte dos neurônios motores, as células responsáveis por conduzir os sinais do cérebro até os músculos. Quando essas células morrem, o paciente perde gradualmente a capacidade de controlar movimentos voluntários, como caminhar, falar, deglutir e, por fim, respirar.
Principais sintomas e sinais de alerta
De acordo com protocolos da Mayo Clinic e da ABRELA, os sinais iniciais podem ser sutis e variam conforme a região do corpo afetada primeiro:
Fraqueza muscular localizada: Dificuldade em segurar objetos, abotoar camisas ou tropeços frequentes ao caminhar.
Fasciculações: Tremores ou “pulos” involuntários nos músculos, especialmente em braços, pernas e língua.
Cãibras e rigidez: Contrações musculares dolorosas e perda de flexibilidade (espasticidade).
Alterações na fala e deglutição: Voz anasalada, dificuldade para articular palavras (disartria) ou engasgos constantes com líquidos ou sólidos.
Atrofia visível: Perda de massa muscular em áreas específicas, como o espaço entre o polegar e o indicador.
Diagnóstico
Como não existe um exame de sangue único para detectar a ELA, o processo diagnóstico envolve a exclusão de outras patologias. O neurologista Dr. Roberto de Oliveira destaca que a agilidade na identificação é crucial para iniciar o suporte paliativo.
Eletroneuromiografia: Principal exame para avaliar a integridade dos nervos e músculos.
Tratamento Medicamentoso: Uso de fármacos como o Riluzol e o Edaravone, que visam retardar a progressão da degeneração celular.
Suporte Multidisciplinar: Acompanhamento com fonoaudiólogos para a fala, nutricionistas para dietas adaptadas e fisioterapeutas para manutenção da amplitude de movimento.
Assistência Respiratória: Uso de aparelhos de ventilação não invasiva (BIPAP) para auxiliar o diafragma nos estágios avançados.
Embora a ciência ainda busque uma cura definitiva, a exposição do caso de Eric Dane ajuda a canalizar recursos para pesquisas genéticas e novas terapias que buscam interromper o avanço da paralisia.
