A Netflix foi processada em pelo menos US$ 105 milhões, cerca de R$ 532 milhões, pelo furto de um disco rígido com uma cópia inédita do filme Fortitude, estrelado por Nicolas Cage. A ação foi aberta nesta quinta-feira (30/7), em tribunal federal da Califórnia, pelo roteirista e produtor Simon Afram e por sua empresa, a Op-Fortitude.
Em 15 de junho, um produtor de Fortitude levou o disco rígido pessoalmente ao escritório da Netflix em Los Angeles. Avisou que o arquivo não estava criptografado e pediu que fosse apagado após a exibição. Dez dias depois, um executivo da plataforma comunicou por e-mail que o disco havia sido furtado de uma das mesas do escritório, junto com outros dispositivos que, segundo fontes da empresa, estavam vazios.
Os produtores dizem que o incidente travou a venda do filme e ampliou o risco de vazamento antes da estreia. Segundo o processo:
- o prejuízo direto chega a US$ 45 milhões;
- as negociações com distribuidores foram interrompidas, porque qualquer comprador teria de ser informado da cópia roubada;
- seguros, plano de marketing e campanha para premiações ficaram comprometidos;
- a Netflix não informou se registrou boletim de ocorrência e teria se recusado a acionar a polícia de Los Angeles.
O que a Netflix responde
A empresa afirma que contesta qualquer alegação de que assume o risco de prejuízo por um filme entregue sem as medidas de segurança padrão da indústria. Diz ainda que não detém os direitos de Fortitude, que abriu investigação interna e que se ofereceu para monitorar sites de pirataria. A defesa também acusa os cineastas de tentar extorquir a companhia ao pedir US$ 165 milhões pelo longa.
Não há decisão judicial sobre o caso.
Que filme é “Fortitude”
Dirigido por Simon West, é um suspense de espionagem inspirado na história real de agentes da inteligência britânica que enganaram o comando nazista na Segunda Guerra. O elenco reúne Nicolas Cage, Matthew Goode, Ed Skrein, Jordi Mollà e Alice Eve. O filme segue sem distribuidor e sem data de estreia no Brasil.
