O Dia do Aperol Spritz é celebrado neste sábado (1/8). A data marca um coquetel de mais de um século que só virou fenômeno global nas últimas duas décadas e hoje está na carta de bares de todas as regiões de Belo Horizonte.
O tamanho do movimento aparece nos números da consultoria IWSR: o consumo mundial de spritz saiu de menos de 2,5 bilhões de doses em 2019 para quase 4 bilhões em 2024.
Do vinho com água à receita 3-2-1
A origem do spritz é anterior ao Aperol. No século XIX, no Vêneto, no nordeste da Itália, soldados austríacos costumavam acrescentar água ao vinho local para reduzir a graduação alcoólica. Do verbo alemão spritzen borrifar veio o nome.
O Aperol só apareceu em junho de 1919, apresentado pelos irmãos Luigi e Silvio Barbieri na Feira Internacional de Pádua, depois de sete anos de testes. A proposta era um aperitivo leve, com 11% de teor alcoólico, feito por infusão de laranja, ervas e raízes.
A combinação vendida hoje como Aperol Spritz só se consolidou nos anos 1950, na proporção que a marca divulga até hoje: três partes de espumante, duas de Aperol e uma de água com gás, com gelo e uma fatia de laranja.
O que explica a febre do drink laranja
A virada comercial é recente. O Aperol passou ao Grupo Campari em dezembro de 2003, e as campanhas internacionais transformaram um aperitivo regional italiano em produto global.
A bebida se tornou o maior contribuinte para a receita da Campari, com cerca de um quarto das vendas do grupo. No primeiro semestre de 2026, as vendas do Aperol cresceram 3,3%, e a marca foi apontada como a bebida especial mais vendida do mundo no relatório Brand Champions 2026. O Brasil aparece entre os mercados que puxam esse crescimento.
O sucesso também gerou imitação. A Campari afirma que, desde 2023, bares e restaurantes passaram a servir bebidas alaranjadas de barril que não levam Aperol, e criou um selo de autenticidade que já reúne cerca de 2 mil estabelecimentos na Itália.
Onde tomar Aperol Spritz em BH e quanto custa
Preços informados pelas casas:
- Balcão Savassi – Rua Fernandes Tourinho, 19, Savassi: R$ 30 (R$ 23,90 aos domingos). A casa tem uma fonte de Aperol, em que o próprio cliente serve o copo
- Pop Kid – Rua Rio de Janeiro, 661, Centro: R$ 32,90
- Bebedouro Bar e Fogo – unidades na Pampulha e no Espaço 356: R$ 39
- Moema Bar e Cozinha – Rua Sergipe, 1.370, Savassi: R$ 39
- O Jardim – Av. Cônsul Antônio Cadar, 117, Santa Lúcia: R$ 42
- Casa Calixto – Rua Padre Odorico, 81, São Pedro: R$ 42 (Land’s End, releitura com vodka, Aperol e licor Maraschino)
