O personagem Bolinho, criado pela artista Raquel Bolinho, é o tema da exposição “Habitante – Registros de um Bolinho pela Cidade”, que abre em 12 de agosto na PQNA Galeria Pedro Moraleida, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A visitação vai até 13 de setembro, com entrada gratuita e sem retirada prévia de ingresso.
O que a mostra investiga
A exposição parte de uma pergunta: como um desenho de muro passa a fazer parte da memória de uma cidade. São cinco ambientes em que o Bolinho aparece inteiro, fragmentado, multiplicado ou apenas sugerido, entre pinturas, esculturas, instalações e trabalhos interativos.
Para Raquel Bolinho, o reconhecimento veio da insistência. “Fiquei pensando no que tornou o Bolinho um ícone. Acho que foi essa repetição constante durante 17 anos”, afirma a artista.
As cinco salas
- Entrada: três pinturas mostram um Bolinho sem o contorno preto dos grafites, construído por luz e sombra, ao lado de três esculturas em cerâmica de Marlouce Temponi.
- Segunda sala: cerca de 200 telas pequenas, nenhuma igual à outra, com Bolinhos músicos, esportistas, robôs e cozinheiros. Espelhos multiplicam a instalação.
- Terceira sala: chapas de acrílico transparente projetam sombras coloridas com apenas fragmentos do personagem a cereja, a cobertura, partes do rosto.
- Quarta sala: obras interativas, incluindo um falso jogo da memória em que as peças nunca formam pares.
- Última sala: o visitante recebe cerejas adesivas e cola nas paredes, montando uma instalação coletiva.
Quem é o Bolinho
O personagem foi criado em 2009 por Maria Raquel Alves Couto, a Raquel Bolinho, quando ela começou a grafitar nas ruas de Belo Horizonte. Inspirado no formato de um cupcake, o desenho passou a comentar o cotidiano e se espalhou por muros da capital, de outras cidades brasileiras e de países como Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Argentina e Holanda.
“Habitar é mais do que estar num lugar. É participar dele, criar uma relação com esse espaço”, diz a artista sobre o título da mostra.
Programação especial em 15 de agosto
No dia 15 de agosto, a exposição recebe discotecagem de Raphael Bravin e pintura ao vivo com Raquel Bolinho e Kdu dos Anjos. A mostra marca ainda a doação de uma obra ao acervo da Fundação Clóvis Salgado.
