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‘Bichos… saiam dos lixos’: conheça a história da música dos Titãs que virou meme na voz de Anitta

Por

Larissa Reis

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A nova versão de “Bichos Escrotos”, clássico dos Titãs, ganhou a voz de Anitta para a trilha sonora do filme “Corrida dos Bichos” (Reprodução/@_filipetv_/X)

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Uma música lançada há 40 anos voltou a dominar as redes sociais e, desta vez, com ratos, baratas e outros bichos dançando. A nova versão de “Bichos Escrotos”, clássico dos Titãs, ganhou a voz de Anitta para a trilha sonora de “Corrida dos Bichos”, filme de Fernando Meirelles disponível no Prime Video. A faixa foi repaginada pelo duo Tropkillaz, que trocou a sonoridade roqueira original por uma produção com batidas eletrônicas e elementos do funk.

A repercussão, porém, ultrapassou a divulgação do longa. Um clipe que mostra ratos e baratas dançando ao som da música tomou conta das redes.

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De onde veio ‘Bichos Escrotos’?

Apesar de ter sido redescoberta por parte do público como se fosse uma música nova, “Bichos Escrotos” foi lançada pelos Titãs em 1986, no álbum Cabeça Dinossauro, um dos discos mais importantes da história do rock brasileiro. A composição é assinada por Arnaldo Antunes, Nando Reis e Sérgio Britto.

A história da música começou alguns anos antes. Durante uma sessão de gravação de uma demo dos Titãs, Nando Reis viu uma barata saindo de um ralo enquanto estava em um pátio com Arnaldo Antunes e Sérgio Britto. A situação acabou inspirando os três a criar a canção.

Os animais citados na letra, como baratas, ratos e pulgas, funcionavam também como metáfora para aquilo que os próprios Titãs representavam: figuras que não se encaixavam nos padrões estéticos, musicais e comportamentais da época.

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A música também carrega uma história de censura durante a ditadura militar. Embora já fosse apresentada pela banda desde 1982, “Bichos Escrotos” só pôde ser gravada oficialmente anos depois. Mesmo com o lançamento de Cabeça Dinossauro, a execução da faixa nas rádios chegou a ser proibida por causa da letra. Algumas emissoras, diante da quantidade de pedidos dos ouvintes, optaram por tocar a música mesmo sob risco de multa.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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