O jornalista João Souto, de apenas 22 anos, descobriu uma malformação rara do sistema nervoso central após passar por uma sequência de fortes dores de cabeça, alterações na visão e crises convulsivas. O diagnóstico de Síndrome de Arnold-Chiari veio após uma ressonância do crânio realizada durante um período de internação. Agora, ele precisa passar por uma cirurgia e conta com a ajuda de amigos e familiares para custear o procedimento.
Os primeiros sintomas começaram em 10 de setembro, com uma forte dor de cabeça acompanhada de fraqueza, tontura e vômitos. Quatro dias depois, João procurou atendimento médico e recebeu o diagnóstico inicial de enxaqueca.
“Tomei os remédios indicados, mas não tive nenhuma melhora e a sensação era que a dor de cabeça e a pressão na cabeça só aumentavam”, contou.
A situação se agravou em 22 de setembro, quando João teve uma crise intensa enquanto descia de um ônibus a caminho do trabalho e perdeu os sentidos por alguns segundos. Depois disso, passou a apresentar alterações na visão, com perda de parte do campo visual e imagens em formato de listras e zigue-zague.
Ele procurou atendimento médico e passou por exames, mas recebeu novamente a hipótese de enxaqueca e teve alta após ser medicado. As dores, no entanto, continuaram.
Dois dias depois, em 26 de setembro, João teve uma crise convulsiva. Ele foi levado novamente ao hospital e sofreu outras quatro convulsões, chegando a precisar de reanimação mais de uma vez enquanto estava no CTI.
Descoberta da síndrome
No dia seguinte, com o quadro mais controlado, João permaneceu internado e passou por uma série de exames para investigar as causas das crises.
Foi durante uma ressonância do crânio que um neurocirurgião identificou a Síndrome de Arnold-Chiari, uma malformação congênita em que parte do cerebelo se desloca em direção ao canal espinhal.
“Eu não sabia praticamente nada sobre a doença. Foi tudo muito novo e ainda estou tentando entender melhor o que aconteceu”, afirmou o jornalista.
Após cerca de uma semana de internação, os médicos conseguiram controlar as crises convulsivas com medicamentos específicos e João recebeu alta.
Cirurgia
De acordo com a orientação médica recebida por João, o tratamento indicado para a malformação é cirúrgico. O procedimento, conhecido como descompressão da fossa posterior, tem como objetivo aliviar a pressão na região do cerebelo e melhorar o fluxo do líquido cefalorraquidiano.
A cirurgia ainda não tem data definida. Segundo João, o plano de saúde está em período de carência para procedimentos como internações e cirurgias, e parte do tratamento precisou ser realizada de forma particular.
Diante dos custos, amigos do jornalista criaram uma vaquinha online com meta de R$ 15 mil. Até este sábado (3/10), mais de R$ 3 mil haviam sido arrecadados.
A campanha foi criada pela amiga Laura Dolabella. João agradeceu aos amigos, familiares e às pessoas que têm contribuído com doações ou ajudado a divulgar a vaquinha.
“Tem sido tudo muito novo pra mim, tanto que não sei explicar tanto sobre a doença ainda, mas tem sido muito gratificante e confortável saber que tem tanta gente do meu lado”, relatou.
Além da ajuda financeira, o jornalista também pediu que a campanha seja compartilhada e que as pessoas orem por ele. Quem quiser contribuir pode acessar a vaquinha online: vaquinha para ajudar João Souto.
