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Felca volta ao YouTube e diz enfrentar fobia social

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Larissa Reis

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No novo conteúdo, Felipe Bressanim Pereira relata os episódios de bullying que sofreu durante a infância e a adolescência (Reprodução/YouTube)

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O influenciador Felca voltou a publicar vídeos no YouTube nesta terça-feira (20/10), após cerca de um ano afastado da plataforma. No novo conteúdo, Felipe Bressanim Pereira relata os episódios de bullying que sofreu durante a infância e a adolescência, fala sobre a fobia social e revela que enfrentou períodos de ideação suicida.

Ao recordar os anos em que sofreu agressões e humilhações na escola, o influenciador descreveu a intensidade do sofrimento e o impacto que a violência teve sobre sua saúde mental.

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“Dos 14 aos 18 eu sobrevivi. Eu me mantive vivo e isso foi tudo. Quando pensava no colégio, era tanto medo, tanto medo, que se tornava muito sedutor só encontrar meios para acabar. Acaba tudo, acabar o sofrimento de uma vez por todas. Esse é o relato de quem sofreu bullying. Só mais um”, afirmou.

Segundo Felca, as agressões começaram ainda na infância e continuaram até o fim da adolescência. Entre os episódios relatados estão espancamentos por colegas, humilhações públicas e exclusão social.

O influenciador também contou que, depois de concluir o ensino médio, não se sentia em condições de frequentar uma universidade por causa dos traumas vividos no ambiente escolar.

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“Quando eu terminei o colégio, eu tinha apanhado tanto por tanto tempo, foram 8 anos, sofrido tanto, que eu disse para meus pais: ‘Eu vou fazer vídeo, que seja, mas eu não vou conseguir enfrentar uma faculdade, eu não consigo enfrentar mais uma sala de aula’”, acrescentou.

Fobia social e consumo de álcool

No vídeo, Felca explica que as consequências do bullying ainda afetam sua vida, mesmo após o sucesso como criador de conteúdo. Ele relata sentir reações físicas intensas em situações sociais, com os batimentos cardíacos ultrapassando 130 por minuto quando está cercado de pessoas.

O influenciador também afirma que, durante anos, recorreu ao álcool para conseguir participar de gravações, entrevistas e eventos. Segundo ele, o hábito resultou em um episódio grave durante uma produção em Londrina. Após consumir bebidas alcoólicas ao longo do dia, desmaiou em casa, caiu sobre o próprio braço e fraturou duas costelas.

A gravação aborda ainda os períodos de ideação suicida enfrentados por Felca na adolescência. Ao refletir sobre a própria trajetória, ele cita o psiquiatra austríaco Viktor Frankl e a logoterapia, abordagem que destaca a busca por sentido na vida.

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Influenciador anuncia desafio de 90 dias

No fim do vídeo, Felca apresenta o projeto “#sinfel”, um desafio pessoal de 90 dias para enfrentar situações sociais que costuma evitar por causa da fobia social.

A iniciativa prevê aceitar convites e participar de atividades que normalmente provocariam desconforto, com o objetivo de lidar com o medo de interagir com outras pessoas sem recorrer ao álcool.

Ele também anunciou a intenção de realizar palestras gratuitas em escolas públicas e particulares para falar sobre os efeitos do bullying e conscientizar estudantes sobre as consequências desse tipo de violência.

Retorno ocorre após vídeo sobre adultização

A última publicação de Felca no YouTube havia sido o vídeo “Adultização”, divulgado em agosto de 2025. Na produção, o influenciador denunciou situações envolvendo a exposição de crianças e adolescentes na internet e levantou suspeitas de exploração de menores por criadores de conteúdo, citando diretamente Hytalo Santos.

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O vídeo viralizou e ampliou o debate nacional sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A repercussão mobilizou autoridades, motivou investigações e contribuiu para levar o tema ao centro das discussões políticas e legislativas.

Meses depois, o Senado aprovou uma proposta voltada ao combate à adultização infantil nas redes sociais, com medidas de proteção para menores e obrigações para plataformas digitais.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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