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Sessão do STF ganha ‘cobertura paralela’ nas redes com memes e jogo de luta

Por

Kellen Lanna

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(Foto; Reprodução/ Redes Sociais).

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15/9) ganhou uma “cobertura paralela” nas redes sociais. Enquanto ministros apresentam argumentos e protagonizam discussões no plenário, internautas acompanhavam outro aspecto do julgamento: expressões, interrupções e trocas de acusações passaram a alimentar memes, montagens e comparações com reality shows, transmissões esportivas e videogames.

O movimento ocorreu durante a análise sobre a abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Os embates registrados no plenário ajudaram a deslocar parte da atenção nas redes do conteúdo jurídico para o comportamento dos integrantes da Corte.

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Um dos principais personagens dessa cobertura foi o presidente do STF, Edson Fachin. Em uma publicação, a expressão do ministro enquanto acompanhava uma discussão foi comparada ao conhecido meme de John Travolta olhando para os lados no filme Pulp Fiction.

Outra postagem reclamou, em tom de humor, que a transmissão não oferecia diferentes ângulos para mostrar a reação dos ministros durante as falas dos colegas.

Até os recursos das transmissões pela internet entraram na brincadeira. Um usuário sugeriu que a sessão tivesse “Super Chat”, ferramenta que permite pagar para destacar comentários em lives. Na versão imaginada pelo internauta, o dinheiro garantiria que Fachin lesse a mensagem enviada pelo espectador.

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Bate-boca

As publicações aumentaram conforme as divergências entre os ministros ficaram mais evidentes.

Alexandre de Moraes e André Mendonça trocaram acusações durante a sessão. Em um dos momentos, Moraes repetiu a pergunta “Quem tem medo da Polícia Federal?” e defendeu a convocação de testemunhas. Mendonça contestou uma das afirmações feitas pelo colega.

Em outro confronto, desta vez entre Mendonça e Gilmar Mendes, o primeiro chamou o colega de “leviano”. Gilmar repetiu a palavra e afirmou que Mendonça não estava com a palavra. Na sequência, Mendonça pediu que o ministro não apontasse o dedo em sua direção.

STF no videogame

Nas redes, os embates entre os ministros ganharam contornos de duelo. A comparação chegou aos videogames com o Supremo Tribunal Fighter, projeto que transforma integrantes do STF em personagens de um jogo inspirado em Street Fighter, franquia de luta que se popularizou nos fliperamas na década de 1990. O game apresenta ministros em versões digitais, com barras de energia e golpes durante os confrontos.

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O jogo reforçou uma dinâmica que já aparecia espontaneamente nas redes: ministros passaram a ser representados como adversários e os bate-bocas, como disputas entre personagens.

Com recortes publicados praticamente em tempo real, cada nova interrupção ou expressão no plenário passou a fornecer material para essa segunda narrativa do julgamento.

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Kellen Lanna

Jornalista graduada pela UFSJ. Supervisora de distribuição na 98 FM/ 98 News.

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