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2016 x 2026: como estavam América, Atlético e Cruzeiro há 10 anos; veja carrossel

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Entrando na trend do “como era há dez anos”, a 98 relembra as campanhas, elencos e contextos de América, Atlético e Cruzeiro na temporada 2016 (Reprodução/ América, Atlético e Cruzeiro)

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Entrando na trend que resgata como era a vida há dez anos, a 98 também voltou o olhar para o futebol mineiro e relembra como foi a temporada de 2016. Naquele ano, América, Atlético e Cruzeiro viviam realidades bem diferentes das atuais, com campanhas, elencos e expectativas que ajudam a explicar parte do caminho percorrido até 2026. A seguir, relembramos como estavam os clubes da capital mineira em uma temporada que já virou memória para o torcedor.

América

De volta à Série A após cinco anos, o Coelho iniciou 2016 cercado de expectativa. O elenco mesclava jogadores experientes e jovens promessas e deu resposta logo no início da temporada. Com destaque para Borges, Leandro Guerreiro e Danilo Barcelos, o América conquistou o Campeonato Mineiro diante de um Mineirão lotado, superando um Atlético de elenco badalado e garantindo o 15º título estadual de sua história.

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O bom começo, porém, não teve sequência ao longo do ano. O time foi eliminado precocemente da Copa do Brasil, ainda na terceira fase, ao cair diante do Fortaleza. No Campeonato Brasileiro, a campanha foi marcada por dificuldades desde as primeiras rodadas e terminou com um amargo rebaixamento na última colocação, encerrando de forma frustrante uma temporada que havia começado com grande otimismo.

Atlético

O Atlético apostou pesado no setor ofensivo em 2016 e montou o trio Robinho, Fred e Lucas Pratto como principal referência do time. Juntos, os três somaram 56 gols ao longo da temporada. Outro nome fundamental foi o equatoriano Juan Cazares, contratado em janeiro e rapidamente consolidado como o articulador da equipe. Com início meteórico, o meia teve participação direta em 20 gols, com 10 bolas na rede e 10 assistências.

No Campeonato Brasileiro, a campanha foi considerada consistente. O Galo encerrou a competição com 62 pontos, na quarta colocação, atrás apenas de Palmeiras, Santos e Flamengo. Já na Libertadores, a equipe se despediu nas quartas de final, em eliminação dentro de casa diante do São Paulo. Mesmo com vitória do Galo no jogo de volta, o time paulista avançou pelo critério dos gols fora de casa.

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Na Copa do Brasil, o Atlético ficou muito próximo do título, mas terminou com o vice-campeonato. A equipe foi derrotada pelo Grêmio por 3 a 1 no jogo de ida, no Mineirão, e empatou por 1 a 1 na partida de volta, em Porto Alegre.

Apesar dos bons resultados ao longo do ano, a temporada também foi marcada por instabilidade no comando técnico: Diego Aguirre iniciou o trabalho, mas deixou o cargo em maio após 31 partidas; Marcelo Oliveira assumiu na sequência, teve bom desempenho, porém foi demitido às vésperas da final. O ano terminou sob o comando interino de Diogo Giacomini.

Cruzeiro

O início de 2016 foi marcado por instabilidade dentro e fora de campo. No Campeonato Mineiro, o Cruzeiro sofreu uma eliminação dolorida diante do América, que foi superior nas duas partidas das semifinais. Deivid, ex-atacante do clube, iniciou a temporada como treinador após a saída de Vanderlei Luxemburgo, mas acabou demitido ainda durante o Estadual, após a queda precoce.

No Campeonato Brasileiro, a Raposa voltou a viver uma passagem relâmpago no comando técnico, desta vez com Paulo Bento. O português permaneceu no cargo entre maio e julho e foi demitido após 17 jogos, sendo 15 pelo Brasileirão e dois pela Copa do Brasil. Sob seu comando, o time somou seis vitórias, três empates e oito derrotas, alcançando um aproveitamento de 41,17% dos pontos disputados.

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A reação veio com a chegada de Mano Menezes, que conseguiu reorganizar a equipe e afastar o risco de uma campanha ainda mais turbulenta. O desempenho sem grande brilho se refletiu na tabela, com o Cruzeiro encerrando o Brasileirão na 12ª colocação. Na Copa do Brasil, porém, a trajetória foi considerada positiva, com eliminação apenas nas semifinais, diante do Grêmio, que viria a conquistar o título daquela edição.

Apesar das dificuldades, 2016 também foi um ano de reconstrução. Foi naquele período que começou a ser formada a base do time que se tornaria pentacampeão e hexacampeão da Copa do Brasil nos dois anos seguintes, com as chegadas de Lucas Romero, Ariel Cabral, Rafael Sóbis, Ramón Ábila, Robinho e do próprio Mano Menezes.

O grande destaque individual, no entanto, foi a consolidação de Giorgian de Arrascaeta. Aos 22 anos e já no segundo ano de clube, o uruguaio viveu sua melhor temporada até então, com 14 gols e 18 assistências, afirmando-se como protagonista e peça central de um projeto que renderia títulos nos anos seguintes.

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Arthur Albuquerque

Jornalista que cobre o dia a dia do futebol brasileiro para o digital da Rede 98. Acumula passagem pela TV Alterosa entre 2021 e 2023.

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