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Jorge Nicola: Atlético tem R$ 144 milhões em parcelas vencidas por compra de jogadores

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(Foto: Daniela Veiga/Atlético)

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O balanço financeiro mais recente do Atlético acende um alerta importante sobre o nível de endividamento do clube em compromissos relacionados à compra de atletas. Segundo os dados oficiais divulgados no fim de abril, o Galo acumula aproximadamente R$ 144,5 milhões em parcelas atrasadas de negociações de jogadores, valores já vencidos e ainda não quitados. 

Para efeito de comparação, em janeiro de 2025, esse tipo de obrigação somava cerca de R$ 35,7 milhões. Em um intervalo de um ano, o montante mais que quadruplicou.

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Do total registrado, aproximadamente R$ 90,6 milhões correspondem a débitos vencidos há mais de seis meses. Os valores dizem respeito exclusivamente a compromissos assumidos em transferências de atletas que não foram liquidados dentro dos prazos previstos.

No consolidado do balanço, o clube informa R$ 429 milhões em obrigações, considerando tanto valores vencidos quanto aqueles que ainda não atingiram o prazo de vencimento. Em 2024, esse total era de R$ 291 milhões.

O documento também indica a existência de medidas em andamento para reorganização dos passivos. Entre elas, está a proposta de um plano coletivo na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

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Aporte estratégico

Há ainda a previsão de um aporte estimado em R$ 530 milhões voltado à quitação de dívidas bancárias, conforme informações divulgadas pelo próprio clube. O valor pode impactar a composição acionária da SAF.

Conforme informações anteriormente divulgadas pela 98, a projeção é de maior concentração acionária na 2R Holding, de Rubens e Rafael Menin, que pode chegar a cerca de 84,5% da SAF, ampliando a participação dos atuais controladores na gestão do futebol.

Os demais acionistas teriam redução proporcional. O FIP Galo Forte poderia cair para cerca de 5,37%, enquanto Ricardo Guimarães recuaria para aproximadamente 1,68%. O FIGA ficaria em torno de 1,79%.

A associação também teria participação reduzida, passando dos atuais 25% para cerca de 6,67%. As projeções ainda não foram oficializadas pelo clube ou pelos investidores, mas são tratadas como o cenário mais provável nos bastidores da SAF.

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Arthur Albuquerque

Jornalista que cobre o dia a dia do futebol brasileiro para o digital da Rede 98. Acumula passagem pela TV Alterosa entre 2021 e 2023.

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