Após mais uma atuação decisiva em uma disputa de pênaltis, Everson vai consolidando cada vez mais seu nome na história do Atlético. Contra o Ceará, nesta quarta-feira (13/5), o goleiro defendeu duas cobranças e converteu o pênalti decisivo, colocando o Galo nas oitavas de final da Copa do Brasil.
Everson, no entanto, ainda convive com a sombra de Victor, um dos maiores ídolos da história do Atlético, na disputa pelo posto de maior goleiro do clube. Após o apito final, o sucessor do “São Victor” evitou comparações e deu sua opinião sobre quem merece esse título.
“É uma responsabilidade muito grande. O antecessor era o São Victor, o maior goleiro da história do clube, que foi peça importante no título da Libertadores. Sempre quando tem disputa de pênaltis, o torcedor está acostumado a colocar confiança no goleiro. Deus vem me abençoando. Nas últimas três disputas que vencemos, pude pegar duas cobranças e converter a quinta. Fico muito feliz por estar podendo ajudar o clube que me alavancou”, disse ao SporTV
Sobre a partida, Everson classificou a classificação como uma “montanha-russa de emoções”, mas valorizou a vaga conquistada diante das adversidades.
“Foi uma montanha-russa de emoções. Fizemos uma vantagem em casa e, com quatro minutos, perdemos um jogador. Jogar aqui é muito difícil. O estado do gramado, infelizmente, acaba nos prejudicando, e isso já acontece há anos. Com um jogador a menos, ficou ainda mais difícil. Ainda sofremos o segundo gol e, depois de um tempo, conseguimos nos fechar melhor.”
“Na única oportunidade que tivemos, o Pascini foi feliz e nos colocou mais uma vez na disputa. Mais uma vez pude ser muito feliz e ajudar a equipe com duas defesas e um pênalti convertido.”
Com as duas defesas diante do Ceará, Everson chegou a 22 pênaltis defendidos com a camisa do Atlético. Ele é, de forma isolada, o goleiro com mais defesas de pênalti na história do Galo.
