O “Eu Acredito” é um grito que acompanha o Atlético desde 2013, quando foi imortalizado nas arquibancadas durante a conquista da Copa Libertadores daquele ano. Treze anos depois, os roteiros do Galo voltam a se encontrar com o icônico cântico da torcida.
Na atual temporada, sob o comando de Eduardo Domínguez, o Atlético chegou, até o momento, às semifinais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana. Uma estatística, porém, chamou a atenção: em todas as partidas, o Galo marcou gols após os 40 minutos do segundo tempo.
Copa do Brasil
A história começou contra o Ceará, pela quinta fase da Copa do Brasil. Na ocasião, o Vozão vencia a partida por 2 a 0, mas Pascini marcou aos 45 minutos do segundo tempo e levou a disputa para os pênaltis. Nas penalidades, Everson brilhou e colocou o Galo nas oitavas de final.
Nas oitavas, a história voltou a se repetir. O Atlético empatava em 0 a 0 com o Juventude, fora de casa, e se encaminhava para uma nova disputa de pênaltis. No entanto, aos 49 minutos da etapa final, Alan Minda marcou e carimbou a classificação atleticana para as quartas de final.
Não bastasse o sofrimento nas fases anteriores, nas quartas, o Galo teve pela frente o seu maior rival, Cruzeiro. O roteiro seguiu o mesmo: empate no placar agregado até os minutos finais do jogo de volta. Aos 43 minutos do segundo tempo, Fred fez o segundo gol atleticano na Arena MRV e classificou o Alvinegro para as semifinais.
Copa Sul-Americana
Em paralelo ao “sofrimento” na Copa do Brasil, o Atlético vinha disputando a Sul-Americana, e os desfechos também tiveram roteiros parecidos.
Contra o Red Bull Bragantino, nas oitavas de final, o Atlético perdia por 2 a 1 na Arena MRV e via a disputa por uma vaga nas quartas se encaminhar para os pênaltis. Porém, no último lance da partida, aos 48 minutos do segundo tempo, Cuello empatou o jogo e garantiu a classificação do Galo, que já havia vencido o jogo de ida por 1 a 0.
Nas quartas, o adversário seria o Santos. A disputa tomou contornos mais dramáticos que as anteriores, e o Galo saiu derrotado do jogo de ida por 2 a 0. Na Arena MRV, com o apoio da torcida, o Atlético vencia por 3 a 2, mas era eliminado pelo placar agregado, até que, aos 47 minutos da etapa final, Cuello marcou o quarto gol da partida e levou a disputa para os pênaltis. Nas cobranças, brilhou a estrela do jovem goleiro Gabriel Delfim, que defendeu três penalidades e colocou o Atlético nas semifinais.
Ao todo, o Atlético disputou dez partidas de mata-mata em 2026 e marcou gols após os 40 minutos do segundo tempo em cinco delas. Todos os gols foram marcados nos jogos de volta e foram decisivos para as classificações alvinegras.
