O Atlético divulgou nesta quinta-feira (30/4), o balanço financeiro de 2025. A dívida líquida chegou a R$ 1,77 bilhão, alta de 29,4% em relação a 2024.
Esse aumento representa um salto de cerca de R$ 406 milhões em um ano. Em 2024, o valor era de R$ 1,36 bilhão.
O principal impacto segue nas dívidas bancárias, que cresceram de R$ 507 milhões para R$ 654 milhões. Também houve alta nos débitos tributários e nos valores ligados à compra de atletas.
Por outro lado, o passivo da Arena MRV caiu pelo segundo ano seguido.
Composição da dívida
O endividamento do Atlético está distribuído entre diferentes frentes.
- Bancário: R$ 654 milhões
- Tributário: R$ 487 milhões
- Arena MRV: cerca de R$ 383 milhões
- Compra de atletas: R$ 243 milhões
A dívida onerosa, que inclui bancos e estádio, supera R$ 1 bilhão. O clube prevê um aporte de R$ 500 milhões para reduzir parte das dívidas bancárias.
Receita cresce e bate recorde
Mesmo fora da Copa Libertadores, o Atlético registrou aumento de receita. A arrecadação bruta chegou a R$ 768 milhões em 2025, crescimento de cerca de 14% em relação ao ano anterior.
A maior parte vem de receitas recorrentes, como direitos de transmissão, patrocínios e bilheteria. A venda de jogadores também teve peso relevante.
Em 2024, o clube teve receitas impulsionadas por finais continentais e nacionais. Já em 2025, o desempenho foi mais irregular. O time foi vice da Copa Sul-Americana, campeão mineiro e terminou o Campeonato Brasileiro na 11ª posição. Também caiu nas quartas da Copa do Brasil.
Custos e resultado final
O investimento no futebol em 2025 chegou a R$ 622 milhões. Desse total, a maior parte foi destinada a custos operacionais e elenco.
Mesmo com receita recorde, o clube fechou o ano no vermelho. O prejuízo operacional foi de cerca de R$ 3 milhões, enquanto o resultado líquido negativo chegou a R$ 310 milhões.
