A briga judicial entre Gabriel Delfim, goleiro do Atlético, e a Máfia Azul, principal torcida organizada do Cruzeiro, ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (1/4). O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu uma decisão favorável ao arqueiro do Galo no processo.
A decisão publicada pelo TJMG determinou que a organizada interrompa imediatamente a venda de camisas e remova postagens que explorem a figura de Delfim. Segundo o parecer, o uso comercial de imagem sem consentimento gera danos à imagem do goleiro e viola direitos constitucionais relativos à honra e reputação, reconhecendo perigo de lesão contínua à personalidade do indivíduo.
A decisão cabe recurso. Além da proibição das vendas da camisa, Delfim também pede uma indenização de R$45 mil reais da Máfia Azul.
O caso
Após a briga generalizada na final do Campeonato Mineiro, viralizou nas redes sociais uma imagem de Delfim sendo agredido por Kaio Jorge, atacante do Cruzeiro. Dias depois, a Máfia Azul produziu uma camisa em tom provocativo ao rival, utilizando a imagem em questão e os dizeres: “porque meu time bota para F@%#@, e o nome dele são vocês que vão dizer”.
Clique aqui e veja a publicação da Máfia Azul nas redes sociais.
Nessa segunda-feira (30/3), o goleiro do Atlético encaminhou à Vara Cível de Belo Horizonte um pedido de indenização por uso indevido e vexatório de imagem por parte da torcida organizada. Segundo os autos do processo, a equipe jurídica de Delfim tentou entrar em contato com a Máfia Azul anteriormente, mas não obteve resposta.
O que diz a Máfia Azul
Em nota publicada por seus advogados nesta terça-feira (31/3), a organizada explicou que não utilizou o nome de Delfim na camisa, não teve a intenção de ofender, difamar ou causar prejuízo à honra de terceiros e atua dentro dos limites constitucionais da liberdade de expressão e da manifestação cultural das torcidas.
Além disso, a Máfia Azul também esclareceu que, inicialmente, a Justiça inicialmente negou o pedido de urgência do goleiro do Atlético para a proibição da venda da camisa e a retirada das imagens do produto das redes sociais.
O caso corre em segredo de justiça.
