Antes lanterna do Grupo B da Sul-Americana, o Atlético viu, na partida contra o Juventud-URU, nessa quinta-feira (16/4), uma oportunidade de terminar a rodada como vice-colocado do grupo, mas precisava vencer. A vitória até veio na Arena MRV, mas as expectativas do Galo não foram cumpridas, e o alvinegro subiu apenas uma posição na tabela, terminando a rodada em 3º.
A subida do Atlético na tabela dependia não só da vitória em casa, mas também do resultado da partida entre Puerto Cabello, da Venezuela, e Cienciano, do Peru, disputada também nessa quinta-feira (16/4). Dos cenários possíveis, acabou se concretizando aquele que era o pior para o Galo.
O Cienciano venceu o Puerto Cabello e assumiu a ponta da tabela. A equipe venezuelana, que antes era líder do grupo, caiu uma posição e ficou na vice-liderança. Já o Galo, que chegou a ser o segundo colocado, terminou em terceiro.
Antes da partida, o Cienciano tinha apenas um ponto e, caso empatasse ou perdesse para o Puerto Cabello, o Atlético terminaria a rodada em segundo.
O que aconteceu?
Na tabela, o Galo tem o mesmo número de pontos e de vitórias que o Puerto Cabello: três pontos e uma vitória. No outro critério de desempate, o saldo de gols, o Atlético leva vantagem, com saldo zero, enquanto o Puerto Cabello tem saldo negativo de um. Mesmo assim, os venezuelanos ficam em segundo, o que gerou dúvida em alguns torcedores.
Isso acontece porque, a partir desta temporada, a Conmebol implementou um novo critério de desempate para a fase de grupos da Sul-Americana e da Libertadores: o confronto direto entre as equipes.
Esse passou a ser o primeiro critério de desempate, substituindo o saldo de gols, que agora aparece como parâmetro secundário.
Sendo assim, como o Puerto Cabello venceu o Atlético na estreia da Sul-Americana, o time venezuelano leva vantagem no critério de desempate, mesmo com saldo de gols inferior — que, em outras competições, seria o principal critério após o número de vitórias, em que Galo e Puerto Cabello estão empatados.
