A Seleção Brasileira entra em campo neste sábado (18/4), às 22h30, contra o Canadá, na Arena Pantanal, no último amistoso da FIFA Series. A partida terá transmissão da TV Globo, após o ‘Big Brother Brasil’, e marca o principal teste da equipe nesta Data Fifa diante de um adversário direto no cenário internacional.
O Brasil chega ao confronto após duas vitórias com placares elásticos. Na estreia, venceu a Coreia do Sul por 5 a 1. Em seguida, superou a Zâmbia por 6 a 1, em partida que ainda teve dois gols anulados.
Do outro lado, o Canadá também mantém 100% de aproveitamento na competição. A equipe venceu a Zâmbia por 4 a 0 e a Coreia do Sul por 3 a 1, o que reforça o equilíbrio esperado para o duelo.
O histórico recente entre as seleções aponta confrontos equilibrados. Desde 2012, foram 21 partidas, com nove vitórias do Brasil, oito do Canadá e quatro empates. No encontro mais recente, em abril de 2024, pela semifinal da Copa SheBelieves, houve empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, com vitória canadense nos pênaltis.
Apesar do bom desempenho ofensivo recente, a Seleção Brasileira sofreu um gol em cada um dos últimos jogos, em lances com falhas individuais, aspecto que segue como ponto de atenção da comissão técnica.
Kerolin vê jogo mais exigente
Um dos destaques da equipe, a atacante Kerolin chega embalada pela temporada no futebol inglês e pela sequência com a Seleção. Para a jogadora, o momento é de evolução coletiva, mas o confronto contra o Canadá deve exigir mais da equipe.
“Eu acho que o Brasil tem os processos, tem os acertos, tem os erros, mas a gente está num processo muito bom, de muita maturidade. Vai ser interessante jogar contra o Canadá, que também vem com duas vitórias”, afirmou.
A atacante também destacou a confiança ofensiva do grupo. “Eu acho que vai ser um jogo mais chato, mas o Brasil está muito preparado. Tem várias atletas que entram ou começam o jogo sempre fazendo gol. Não tem nada melhor para dar confiança do que fazer gol”, completou.
Arthur Elias projeta confronto ‘muito duro’
O técnico Arthur Elias classificou o duelo como o mais difícil desta sequência e pediu atenção máxima da equipe. Segundo ele, o jogo deve ser encarado como decisivo.
“O jogo contra o Canadá será muito, muito duro. A gente precisa levar como uma final. É uma equipe que vem muito bem, com jogadoras de alto nível e uma organização forte”, disse.
O treinador também reforçou a manutenção do modelo de jogo ofensivo, independentemente do adversário.
“O modelo é pensado em uma seleção brasileira ofensiva. Não acredito em outra forma de o futebol brasileiro ser competitivo no mais alto nível sem ser ofensivo”, afirmou.
Segundo ele, a proposta da equipe permanece, ainda que a execução precise se adaptar ao contexto da partida.
“A mentalidade e a ideia de jogo são essas. O que pode mudar é a execução, o contexto e os duelos. A essência precisa se manter”, completou.
