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Paranaense que viralizou ao buscar um time em Minas revela decisão: ‘Fui escolhida pelo Galo’

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Larissa Reis

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A decisão, acompanhada por milhares de pessoas na internet, terminou com uma declaração de amor ao clube alvinegro (Arquivo pessoal)

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Depois de mobilizar atleticanos e cruzeirenses em uma “disputa” nas redes, a tatuadora paranaense Dani Vanzella finalmente revelou qual será seu time em Minas Gerais. Morando em Belo Horizonte há quatro meses, a artista visitou jogos de Atlético e Cruzeiro para conhecer de perto as duas torcidas e entender com qual delas se identificava mais.

A decisão, acompanhada por milhares de pessoas na internet, terminou com uma declaração de amor ao clube alvinegro: “Eu não escolhi. Fui escolhida pelo Galo”.

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Natural de Cascavel, no Paraná, a tatuadora virou o centro de uma disputa entre cruzeirenses e atleticanos após revelar que pretendia escolher um time para torcer em Minas. As torcidas se mobilizaram e iniciaram uma verdadeira campanha virtual para conquistar a nova moradora de BH.

‘Aqui é minha casa’

Em conversa com a Rede 98, Dani contou que é tatuadora independente e que costuma viajar pelo Brasil e pelo exterior. Ela afirma que ficou marcada pela forma como foi recebida pelos mineiros durante a passagem pela capital.

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“Eu nunca tinha me sentido pertencente de verdade a um lugar. Mas aqui foi diferente. Aqui eu senti que era minha casa”, contou.

Após retornar de uma viagem internacional, Dani decidiu buscar seus pertences no Paraná, onde morava anteriormente, e se estabelecer definitivamente em Belo Horizonte.

‘O Galo é um espelho de tudo que sou’

Foi nesse processo de adaptação que surgiu a ideia de escolher um time para torcer. “Se eu escolhi esse lugar, eu também precisava fazer parte dele por inteiro. E em Belo Horizonte isso passa pelo futebol”, afirmou.

Antes de tomar a decisão, a artista esteve em jogos de Cruzeiro e Atlético para conhecer de perto o ambiente das torcidas e entender com qual delas se identificava mais.

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Segundo a artista, o Atlético apareceu como um reflexo de características que ela enxerga em sua própria trajetória. “O Clube Atlético Mineiro apareceu para mim como um espelho de tudo que eu sou. Intensidade, entrega, persistência até o último segundo”, disse.

Embora tenha pesquisado a história dos clubes e acompanhado conteúdos sobre as equipes mineiras, Dani afirma que sua decisão foi baseada principalmente no sentimento que desenvolveu ao longo da experiência.

Ela destacou que foi bem recebida pelos torcedores do Cruzeiro, mas afirma que encontrou no Atlético uma conexão difícil de explicar. “Eu não escolhi. Eu reconheci e resolvi ficar com o Atlético. No fundo, eu acho que fui escolhida.”

Se não for sofrido…

Dani comparou sua própria trajetória recente à história frequentemente associada pelos torcedores ao clube: aquela máxima de que “se não for sofrido não é Galo”.

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A artista lembrou que, duas semanas após viralizar nas redes sociais, teve sua conta no Instagram suspensa sem aviso prévio. Dias depois, o perfil foi restabelecido.

“Parecia que tinha acabado antes mesmo de começar. Mas eu esperei, não me afobei e o Instagram voltou. Foi impossível não perceber o paralelo”, afirmou. A visita à Arena MRV também foi apontada como um momento decisivo para a escolha.

Segundo ela, foi no estádio que compreendeu o significado de outra frase frequentemente repetida pelos torcedores atleticanos: a de que ninguém se torna atleticano, mas nasce atleticano.

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“Me disseram que eu já tinha nascido atleticana, só ainda não tinha descoberto. E quando eu estive lá, entendi exatamente o que queriam dizer.”

Avalanche de amor

Dani disse que se sente muito agradecida pelo acolhimento recebido desde que chegou a Belo Horizonte e afirmou que a recepção dos mineiros foi fundamental para sua adaptação à cidade.

“Para alguém que veio morar aqui sozinha, sentir essa avalanche de amor que o Galo tem me proporcionado não tem preço. Estou muito feliz por esse novo capítulo. Agora é Galo até morrer”.



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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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