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Novo zagueiro do Cruzeiro trabalhou como pintor de barcos durante a pandemia

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Zagueiro foi apresentado nesta quarta na Toca da Raposa (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

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Futebol e histórias de superação quase sempre andam juntos e, no caso do novo zagueiro do Cruzeiro, Mateo Gamarra, essa sina se repete. O novo defensor celeste, apresentado na Toca da Raposa nesta quarta-feira (19/02), teve de trabalhar como pintor de barco durante a pandemia, mesmo já sendo jogador de futebol profissional. Gamarra também demonstrou satisfação em vestir a camisa celeste e esclareceu se tem algum grau de parentesco com zagueiro histórico do Paraguai.

Entre 2019 e 2020, Gamarra atuava pelo Independiente, time da segunda divisão paraguaia, que fica no bairro de Campo Grande, em Assunção. Contudo, com a pandemia de Covid-19, no primeiro trimestre de 2020, as competições de futebol foram paralisadas. O jogador precisou deixar a capital do Paraguai, e retornar à sua cidade natal, Concepción, a cerca de 400 km de Assunção.

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“Quando estava jogando profissionalmente, tive que voltar ao interior, porque parou a segunda divisão. Limpeza de pátio, de máquinas, pintor de barco, tirava lixo. Não ganhava o suficiente na segunda divisão para me manter”, explicou o jogador quando chegou ao Athletico-PR.

Mateo Gamarra também demonstrou grande satisfação em vestir a camisa celeste. “Quando esquecemos de onde saímos, o caminho se torna mais difícil. Minha mãe e minha família me ensinaram que não devemos esquecer o passado para celebrar o que vivemos agora. Por isso, estou muito feliz por estar no Cruzeiro hoje. Tenho o sonho de construir uma grande carreira, mas também prefiro ser lembrado como uma boa pessoa e um profissional dedicado. Isso é o que realmente permanece para a vida toda”, afirmou.

Nome de craque

Ainda na conversa com os jornalistas, Gamarra esclareceu uma confusão envolvendo seu nome. O defensor é homônimo de Carlos Gamarra, zagueiro que fez sucesso no Brasil no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, com passagens por Internacional, Corinthians e Flamengo. O ex-jogador, inclusive, disputou a Copa do Mundo de 1998 pela seleção paraguaia e terminou a competição sem cometer nenhuma falta. O Paraguai foi eliminado pela França, que conquistou seu primeiro título naquele Mundial.

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Sobre o tema, o Gamarra do Cruzeiro elogiou seu homônimo. “Desde que cheguei ao Brasil, no Athletico (minha ex-equipe), muitos falavam da semelhança com o Gamarra. A trajetória dele é muito boa, uma carreira longa. Se lembramos dele até hoje, é porque fez grandes coisas. Mas não tenho nenhuma ligação com ele”, finalizou.

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Rafa Silveira

Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Durante dois anos, foi produtor e redator do programa 98 Esportes, até migrar, em 2024, para a equipe digital da emissora. Hoje, dedica-se à cobertura do futebol brasileiro e internacional, fazendo do jornalismo esportivo sua grande paixão.

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