Os rivais Corinthians e Palmeiras se enfrentaram na noite deste domingo (8/2) e, como de costume, o clássico paulista, vencido por 1 a 0 pelo alviverde, foi marcado por polêmicas. A principal delas aconteceu ainda no primeiro tempo, após pênalti em Gustavo Henrique, marcado para o clube alvinegro.
Enquanto os jogadores do Palmeiras discutiam com a arbitragem, Andreas Pereira foi até a marca do pênalti e, de forma discreta, cavou um buraco com a sola da chuteira, em uma tentativa de atrapalhar a cobrança. A ação surtiu efeito: Memphis Depay escorregou, desperdiçou o pênalti e perdeu a chance de abrir o placar.
A atitude do volante palmeirense gerou revolta entre os corinthianos, já que o lance teve impacto direto no andamento da partida e no resultado final, com a derrota dos donos da casa.
O ANDREAS PEREIRA BAGUNÇOU A MARCA DO PÊNALTI E O MEMPHIS ESCORREGOU NA COBRANÇA! ⚠️🫣 Todos os detalhes do momento em que o volante do Palmeiras complicou a vida do craque do Corinthians…
— TNT Sports BR (@TNTSportsBR) February 9, 2026
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O que diz o regulamento?
Além da revolta, a ação de Andreas Pereira levantou um questionamento: a conduta está dentro das regras?
De acordo com o livro oficial das Leis do Jogo, da IFAB (International Football Association Board), órgão responsável por definir e regular as regras do futebol mundial, a resposta é não. O regulamento prevê punição para jogadores que façam marcas não autorizadas no campo, o que se enquadra como conduta antidesportiva, passível de cartão amarelo.
A orientação aparece na Regra 1 (O Campo de Jogo), que determina que apenas as marcações oficiais podem existir no gramado, e também na Regra 12 (Faltas e Conduta Antidesportiva), que trata o ato de alterar o campo de forma indevida como infração disciplinar.
Apesar do escorregão, a cobrança de Depay não poderia ser repetida apenas por causa do buraco. Pelas regras, um pênalti só volta em situações específicas, como invasão de jogadores na área que influencie o lance, goleiro adiantado de forma irregular, interferência externa (como bola estourada ou apito indevido) ou alguma irregularidade no procedimento.
No caso do atacante corinthiano, mesmo com a marca “mexida”, o árbitro só mandaria repetir a cobrança se tivesse identificado a irregularidade antes da batida e corrigido o local, ou se entendesse que houve algo que invalidasse o procedimento.
